O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M)
subiu 0,68 por cento em dezembro, ante leve queda de 0,03 por cento
vista em novembro, acumulando alta de 7,82 por cento em 2012, informou a
Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, cuja mediana
levantada pela pesquisa Reuters mostrava alta de 0,78 por cento neste
mês.
Após mostrarem deflação, os preços no atacado voltaram a subir neste
final de ano. O Índice de Preços ao Produtor Amplo(IPA), que responde
por 60 por cento do índice geral, teve alta de 0,73 por cento em
dezembro, ante queda de 0,19 por cento em novembro.
Em relação à origem, a alta foi puxada pelos produtos agropecuários,
cujos preços subiram 1,40 por cento, enquanto os produtos industriais
avançaram 0,46 por cento.
Entre os estágios de produção, os preços dos Bens Finais avançaram 0,74
por cento, contra queda de 0,50 por cento anteriormente. Contribuiu
para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de
variação passou de -4,20 para 3,62 por cento.
No segmento Bens Intermediários, houve aceleração para 0,41 por cento,
ante alta de 0,25 por cento em novembro. A principal contribuição partiu
do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de
variação passou de 0,19 para 0,68 por cento.
Já o índice de Matérias-Primas Brutas apresentou variação de 1,11 por
cento, contra queda de 0,41 por cento no mês anterior. Os itens que mais
influenciaram foram minério de ferro (-3,46 para 0,93 por cento), aves
(2,30 para 8,91 por cento) e soja em grão (-3,50 para -1,65 por cento).
VAREJO
O Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30 por cento no
índice geral, acelerou a alta para 0,73 por cento em dezembro, contra
0,33 por cento visto anteriormente, puxado por Alimentação, cujos preços
avançaram de uma alta de 0,08 por cento em novembro para 1,29 por cento
em dezembro.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou
elevação de 0,29 por cento, acelerando ante avanço de 0,23 por cento em
novembro. O avanço do INCC, que responde por 10 por cento do IGP, foi
puxada pela mão de obra, com alta de 0,31 por cento.
Além de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M é utilizado como
referência para a correção de valores de contratos, como os de energia
elétrica e aluguel.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Fonte: EXAME.com
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