quinta-feira, 27 de novembro de 2014

IGP-M DE NOVEMBRO FICA EM 0,98%, APURA A FGV


O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de novembro subiu 0,98%, ante avanço de 0,28% em outubro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta quinta-feira, 27. O resultado do índice, muito utilizado para corrigir contratos de aluguel, ficou dentro do previsto por analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam desde avanço de 0,73% até alta de 1,09%, com mediana positiva em 0,95%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o índice. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,26% em novembro, em comparação à alta de 0,23% em outubro. Por sua vez, o IPC-10, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,53% na leitura anunciada hoje, após subir 0,46% no mês passado. Já o INCC-10, que mensura o custo da construção, teve elevação de 0,30%, após registrar aumento de 0 20%, na mesma base de comparação.

Até novembro, o IGP-M acumula aumentos de 3,05% no ano e de 3 66% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de outubro a 20 de novembro. A segunda prévia do IGP-M, com preços captados até o dia 10 deste mês, havia apontado avanço de 0,72%. Agropecuário A inflação do setor agropecuário acelerou no atacado. Os preços subiram 2,98% no âmbito do IGP-M referente a novembro, ante alta de 0,90% em outubro. A inflação industrial atacadista também ganhou força, registrando alta de 0,62% na leitura divulgada hoje, ante redução de 0,01% no mês passado.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,69% neste mês, em comparação ao avanço de 0,52% no índice de outubro.

Os preços dos bens intermediários tiveram alta de 1,21%, após subirem 0,04% em igual tipo de comparação. Já os preços das matérias-primas brutas avançaram 2,01% em novembro, contra aumento de 0,12% um mês antes.

Fonte: Estadão Conteúdo (ANSA)

TISHMAN VÊ PORTO DO RIO COMO VETOR DE EXPANSÃO


A Tishman Speyer, empresa americana do ramo imobiliário, inaugurou, ontem, seu primeiro empreendimento na zona portuária do Rio de Janeiro. O Port Corporate Tower exigiu investimentos de R$ 300 milhões, tem 20 andares e 36 mil metros quadrados de área locável.

Estão a caminho, ainda, pelo menos outros dois projetos na região, que vão exigir investimento de R$ 1 bilhão. O primeiro deles já está em construção. É o Pátio Marítima, duas torres corporativas de 60 mil metros quadrados de área locável cada. A primeira torre fica pronta no início de 2017.

"Ainda estamos decidindo o foco do terceiro empreendimento [na região portuária]. Estamos na fase de planejamento. Estamos olhando também para projetos residenciais no local", disse o co-presidente da empresa, Rob Speyer, com exclusividade ao Valor.

Em sua análise, o desenvolvimento do projeto do Porto Maravilha terá poder transformador da cidade nos próximos 20 anos. Ele explicou que o Rio, por sua geografia, tem pouco espaço pra crescer. E afirmou que o local mais óbvio para esta expansão ocorrer é no porto. Por isto a aposta da empresa na região.

"A maior parte dos nossos esforços é na zona portuária, mas não estamos focados exclusivamente lá. Olhamos oportunidades nos setores residencial e escritórios", disse Speyer, sem mais detalhes.

A Tishman Speyer está presente no país desde 1995, e já construiu outros dois prédios no Rio. Mas onde mais tem projetos é em São Paulo. A empresa também atua em Brasília, onde está construindo a nova sede do Banco do Brasil.

"Estamos muito ocupados em São Paulo e em Brasília. Também estamos entrando no mercado de Belo Horizonte. Estamos perto de anunciar nosso primeiro projeto lá. Quando isto acontecer, inauguraremos também um escritório local", afirmou Speyer.

A companhia usa capital próprio para investir. "Não buscamos financiamento. E isto nos permite ser pacientes. Somos investidores de longo prazo, e a melhor maneira de proteger nossos interesses é construir sem financiar", continuou o executivo.

Speyer vê com otimismo o desenvolvimento econômico brasileiro no médio e longo prazos. "Acreditamos que há enorme potencial para o país continuar crescendo. Terão alguns altos e baixos no caminho, o que é normal. Mas a chave para investimento imobiliário é olhar para a tendência de longo prazo", disse.

Ele admitiu, entretanto, que o mercado imobiliário brasileiro está mais devagar no momento. "O mercado sempre acompanha o movimento da economia geral. Se a economia está enfraquecida, o mercado imobiliário fica enfraquecido", disse. Segundo Speyer, a empresa não está adiando investimentos em função disto.

"Em 2002, quando Lula foi eleito, investidores internacionais tiraram seu capital do país. Nós optamos por dobrar a aposta, e foi uma das melhores decisões de investimento na história da companhia", disse. Ele não quis fazer comentários sobre as investigações envolvendo a Petrobras. Disse apenas que ficaria surpreso se isso "parasse ou diminuísse" o fluxo de investimento estrangeiro no país.

Fonte: Valor Econômico/Elisa Soares

MERCADO IMOBILIÁRIO REGISTRA QUEDA DE 40% EM SALVADOR E REGIÃO

 Luciano Muricy / Foto: Cássia Bandeira/G1

O mercado imobiliário em Salvador, Feira de Santana, a 100km da capital, Lauro de Freitas e Camaçari, na região metropolitana, apresentou queda de 40% de 2013 para 2014. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (26), com a apresentação dos números do Mercado Imobiliário Geral de 2014, em evento no Salvador Shopping, na capital baiana. Na ocasião, foi divulgado também o resultado da 8ª edição do Salão Imobiliário, que teve 426 unidades comercializadas e R$ 140 milhões em negócios fechados na capital baiana.

Luciano Muricy, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), afirmou que a queda começou nos anos de 2012 e 2013, que tiveram 8.253 e 7.466 unidades vendidas, respectivamente. Já em 2014, de fevereiro a setembro, foram 2.531 unidades lançadas e 4.751 vendidas, o que representa 40% de queda nas vendas. Em 2008, segundo ele, o número de unidades lançadas chegou a 17 mil.

"A gente aguarda ansiosamente pela edição do novo PDDU que o prefeito anuncia para meados do próximo ano [2015]. O fato é que a gente perdeu ainda um período de produtividade porque, o que acontece, nós temos o efeito da economia hoje permeando os nossos negócios. Não vamos aqui fechar os olhos e imaginar que tudo se deve ao problema que houve com o PDDU. Acontece que lá atrás podíamos ter um desempenho melhor. Infelizmente, não teve. Esperamos a nova edição do PDDU e a recuperação da economia. Salvador e região metropolitana têm potencial para estar gerando em torno de 10 mil unidades tanto lançamento, quanto vendas".

Segundo o presidente da Ademi, Feira de Santana representa 29% do número de lançamentos. Já em Salvador, os números de lançamentos, em 2014, são de 1.363, de janeiro a setembro, com o total de 3.289 vendidos.

"Em 2010, tínhamos mais de 10 mil unidades lançadas. Isso é realmente muito preocupante. Aqui o negócio ainda não se recuperou, ainda carece de ajustes e tem um problema de uma outorga onerosa que foi gerada a partir do incremento do IPTU e vai completar um ano sem solução. Muitos empresários com projetos nas mãos. As obras estão acabando e não têm outras obras", revela. Ainda segundo Muricy, as empresas estão se mobilizando para reverter a situação.

Já os resultados do 8ª Salão Imobiliário tiveram um quadro diferente do cenário do mercado. Segundo Marcos Vieira Lima, vice-presidente da Ademi e coordenador do Salão Imobiliário, a última edição foi considerada a de maior sucesso de público e número de negócios.

"Foram 426 unidades comercializadas e um resultado de R$ 140 milhões em negócios fechados. Superou nossas expectativas. No sábado tivemos 21.856 visitantes. Isso significa que quase 5% compraram", contempla.

Fonte: G1

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DIRETO DE PORTUGAL: IMOBILIÁRIAS SENTEM SUBIDA NA VENDA DE CASAS E MENOS ARRENDAMENTOS


A venda de casas em Portugal está a recuperar e os arrendamentos estão a cair, devido principalmente à maior abertura dos bancos na concessão de crédito e ao regime especial de fiscalidade para estrangeiros, afirmam as agências imobiliárias.
Desde o início deste ano e até ao final de outubro, venderam-se 16.200 imóveis na Remax, o que significou um aumento de 26% destas transações face ao mesmo período do ano passado, indicou à Lusa a diretora-geral da agência imobiliária, Beatriz Rubio. Em contrapartida, o número de arrendamentos desceu 13%, para um total de 15.700.

“Já estamos a vender mais do que a arrendar e esta é uma tendência que se reforça cada vez mais”, confirmou a mesma responsável, lembrando que o número de vendas e de arrendamentos chegou a ser semelhante durante o ano passado.

Além da maior abertura dos bancos, que “pouco a pouco vão concedendo mais crédito”, Beatriz Rubio considera que a criação do regime fiscal dos não residentes habituais tem vindo a ter um impacto positivo no setor. “Esta foi uma medida muito boa. Favorece a vinda de reformados de outros países para Portugal, que é um país quente e atrai pessoas da Suécia e mesmo do Norte de França, que têm um bom poder de aquisição”, notou a diretora geral da Remax.

Beatriz Rubio ressalvou também que os estrangeiros que vêm para Portugal devido às vantagens do regime fiscal arrendam casa durante o primeiro ano de estadia no país. “Só se as medidas atuais se mantêm depois desse espaço de tempo e se eles sentem que o regime é para continuar, é que temos a certeza de que acabam por comprar casa”, avisou.

Em causa está o regime fiscal para residentes não habituais, criado em 2009, que no caso dos pensionistas estrangeiros que adquirem aquele estatuto isenta de tributação em Portugal as reformas recebidas no país de origem. O mesmo regime determina ainda impostos menos pesados para engenheiros, médicos e outras profissões, desde que sejam estrangeiros que venham morar para Portugal.

Miguel Poisson, diretor-geral da ERA Portugal, partilha a opinião favorável de Beatriz Rubio sobre o regime fiscal especial. “Tem um potencial enorme. Por exemplo, um reformado francês, desde que passe mais de metade do ano em Portugal, fica isento de impostos sobre as pensões. E está a atrair muitos advogados estrangeiros e outras profissões intelectuais”, afirmou este responsável à Lusa.
Contas feitas, até ao final de outubro deste ano as vendas representaram 72% das 8.800 transações realizadas através da ERA Portugal, enquanto os arrendamentos tiveram um peso de 28%. Mas no final de 2013, de acordo com Miguel Poisson, a importância dos arrendamentos era maior e estes representavam 34% do total.

“De 2012 para 2013, os arrendamentos estagnaram e agora estão a decrescer. Com esta tendência a manter-se, esperamos fechar este ano com as vendas a pesarem três quartos nas transações e os arrendamentos apenas um quarto”, indicou o mesmo responsável.

O director-geral da ERA Portugal assume que os arrendamentos só cresceram, em anos anteriores, “porque as pessoas não tinham alternativas, uma vez que os bancos não concediam crédito. “A compra de casa é uma questão cultural no Sul da Europa, pois à medida que a economia vai recuperando um pouco tende a crescer a aquisição de imóveis”, sublinha.

A actual tendência no mercado imobiliário português também se faz sentir na Century 21 Portugal, adianta por seu turno Ricardo Sousa, administrador da agência imobiliária. Entre janeiro e setembro deste ano, deu-se um aumento de 20% nas vendas face ao mesmo período do ano passado, para 4.058 transações, enquanto os arrendamentos desceram 30%, para um total de 3.252.

Ricardo Sousa acredita também que, em Portugal, “continua a existir e a prevalecer uma sólida cultura de proprietário”, pelo que tudo aponta para que os tempos mais próximos sejam marcados pela “compra, como primeira opção”.
No entender deste responsável, para a atual tendência contribuem “claramente” três fatores, nomeadamente “uma maior abertura da banca em matéria de concessão de crédito à habitação”, o crescimento da “procura internacional” e ainda “um aumento significativo da confiança, no mercado residencial português”.

As próprias agências imobiliárias estão a sentir-se mais confiantes com o negócio. Beatriz Rubio, diretora-geral da Remax Portugal, afirma que “apesar da crise, o ano de 2014 está a ser o melhor ano de sempre” para a agência.

“Podemos dizer, com segurança, que o pior já passou”, garante por seu turno o diretor-geral da ERA Portugal, Miguel Poisson. No mês de setembro, a agência registou um aumento de 35% na faturação, naquele que “foi o melhor mês e o melhor trimestre desde março de 2011″

Fonte: Jornal de Negócios

VENDAS PENDENTES DE MORADIAS NOS EUA TEM QUEDA EM OUTUBRO


Os contratos para comprar casas usadas nos Estados Unidos surpreendentemente caíram em outubro, atingindo o menor ritmo em quatro meses e lançando dúvidas sobre a recuperação do mercado imobiliário.

A Associação Nacional de Corretores (NAR, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que o índice de vendas pendentes de moradias, baseado em contratos assinados no mês passado, caiu 1,1 por cento, para 104,1.

Economistas consultados pela Reuters projetavam aumento de 0,5 por cento no mês passado. Esses contratos se tornam vendas depois de um ou dois meses.

Fonte: EXAME.com

PARTICIPE DA PESQUISA DE PROPRIEDADE COMERCIAL DA RICS


A RICS convida para responder a Pesquisa de Propriedade Comercial Global, referente a Outubro - Dezembro de 2014.

A Pesquisa de Propriedade 
Comercial Global é um guia trimestral que traz as tendências de investimento no mercado imobiliário comercial (escritório, varejo e industrial) em todo o mundo e com análise dividida por país, inclusive com o Brasil.

Para participar acesse o link Pesquisa de Propriedade Global da RICS.

Para solicitar os resultados da última pesquisa encaminhe um e-mail para: ricsbrasil@rics.org.

A sua opinião é muito importante para nós e de grande valia para o mercado nacional e internacional.

Participe! 

FINANCIAL TIMES: CONSTRUTORA BRITÂNICA É INVESTIGADA NO BRASIL


O jornal Financial Times publicou nesta segunda-feira (24/11) uma matéria sobre supostas operações ilegais de uma empresa britânica, o EcoHouse Group, no Brasil. 

"Um grupo imobiliário britânico que arrecadou dinheiro junto a investidores internacionais para participar de um emblemático programa de habitação social do governo brasileiro não aparece nos registros oficiais do programa e agora é alvo de uma investigação criminal", diz o artigo escrito por Joe Leahy e Thalita Carrico.

O EcoHouse Group, a empresa que a polícia brasileira está investigando por suposta fraude e outros delitos sobre os fundos arrecadados de investidores no Reino Unido, Cingapura e outros países, afirmou que estava construindo projetos para o Minha Casa, Minha Vida, programa de moradias de baixo custo do Brasil.

Porém, ela não consta na lista do governo das empresas construtoras participantes do programa, que o Financial Times obteve por meio de um pedido de liberdade de informação.

“Em resposta à necessidade do Brasil de moradia social, a EcoHouse constrói casas pelo programa do governo brasileiro Minha Casa, Minha Vida”, diz o site da empresa, que é dirigida pelo empresário Anthony Armstrong Emery. As ligações aos escritórios da companhia em Londres e no Brasil não foram atendidas.

O artigo prossegue: "Armstrong Emery, um extravagante empresário que patrocina equipes de futebol no Brasil e na Itália, gerou nos últimos anos uma onda de publicidade na mídia internacional com sua ideia de arrecadar investimento no mundo todo para as moradias de baixo custo no Brasil.

O governo brasileiro colaborou através de bancos estatais e construtoras do setor privado no programa Minha Casa, Minha Vida, para entregar em torno de 1,7 milhões de unidades de moradias subsidiadas e nos próximos anos planeja entregar mais do dobro desse número.

Mas no final de outubro, a polícia federal e as autoridades fiscais brasileiras anunciaram que estão investigando a EcoHouse Group por suposta lavagem de dinheiro, evasão fiscal, crimes tributários e formação de quadrilha. Os investigadores disseram que estavam examinando os fundos que chegam a um total de 150 milhões de reais (59,6 milhões de dólares) que haviam administrado durante mais de cinco anos", informa a matéria.

As autoridades deram o nome de “Operação Godfather” à investigação – uma referência ao apelido que Armstrong Emery ganhou da mídia no Rio Grande do Norte, um dos estados onde ele promoveu alguns projetos da empresa. Ele também já fez referências a desenvolvimento de trabalhos no Rio Grande do Sul.

Entretanto, uma lista de construtoras obtida do Ministério das Cidades pelo Financial Times mostrou que a empresa de Armstrong Emery não é considerada um participante oficial do Minha Casa, Minha Vida.

Os dois bancos estatais que comandam o programa, Banco do Brasil e Caixa Econômica, também confirmaram que não ouviram falar da empresa.

Apesar disso, o site da EcoHouse apresenta material publicitário onde diz ser filiada ao programa, incluindo uma pessoa caracterizada como gerente da agência local da Caixa, além de conselheiros municipais e autoridades do governo de estado.

No início deste mês, a EcoHouse anunciou que estava “suspendendo” as operações em todo o mundo e colocando a EcoHouse Developments Ltd, com registro na Inglaterra, em “administração”, devido a uma “inesperada intervenção” da polícia federal brasileira.

O grupo disse que a investigação foi o resultado de “acusações maliciosas, inexatas e imaginárias” de concorrentes e “ex-proprietários de terras” e que os ganhos de 33 milhões de libras em ativos no Brasil seriam repatriados, dependendo da ação da polícia. “Os advogados brasileiros da EcoHouse estão preparando uma impugnação (sobre as acusações), mas devido à natureza do processo judicial brasileiro poderiam passar muitos meses antes que rendam frutos”, disse no comunicado.

Armstrong Emery não pôde ser localizado para fazer comentários", informa a matéria doFinancial Times.

Fonte: Jornal do Brasil