sexta-feira, 30 de setembro de 2011

IGP-M AVANÇA 0,65% EM SETEMBRO, APONTA FGV


O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,65% em setembro em relação a agosto, quando avançou 0,44%. Em 12 meses, o IGP-M elevou-se 7,46%, e no acumulado do ano o índice registra alta de 4,15%.

Todos os três grupos que compõem o índice registraram alta entre a leitura anterior e atual: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou crescimento de 0,74%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou avanço de 0,59% e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou aumento de 0,14%.

No IPA, o índice relativo aos bens finais subiu 0,31% em setembro, o que significa desaceleração em relação ao 1,11% de alta registrado em agosto. Contribuiu para a desaceleração, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), que apura o índice, o subgrupo alimentos processados, que passou de alta de 3,77% para 0,82%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou avanço de 0,29%, após alta de 1,37% em agosto.

O índice referente ao grupo bens intermediários registrou avanço de 0,13%, revertendo queda de 0,62% um mês antes. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou crescimento, ao passar de queda de 1,17% para alta de 0,11% entre agosto e setembro, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo.
Já o índice de matérias-primas brutas registrou avanço de 2,04% em setembro, aumento em relação ao 1,51% de agosto.

No IPC, todas as sete classes de despesa componentes do índice registraram aceleração de preços entre agosto e setembro, com destaque para alimentação, que passou de alta de 0,31% para avanço de 0,95%. Os itens que mais influenciaram a taxa desta classe de despesa foram: hortaliças e legumes, que foi de queda de 4,70% para recuo de 2,74%, frutas, passando de alta de 4,51% para avanço de 6,42%, e carnes bovinas, que passou de aumento de 0,84% para avanço de 1,71% em igual intervalo de comparação.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em setembro, alta de 0,14%, abaixo do resultado de agosto, de 0,16%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram desaceleração: a taxa do grupo serviços passou de 0,50% para 0,42%, enquanto a do grupo mão de obra recuou de 0,06% para 0,01% no mesmo intervalo. Em sentido inverso, o grupo materiais e equipamentos apresentou aceleração, tendo a taxa avançado de alta de 0,18% para crescimento de 0,23%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Fonte: Valor online

CRECI SP INFORMA - EDIÇÃO 232

FALTAM CORRETORES DE IMÓVEIS NO MERCADO


O trabalho é autônomo, o salário atrativo e sobram vagas de emprego para corretor de imóveis. Mas, o candidado precisa de qualificação para atuar no mercado que é muito exigente. Participação do Presidente do CRECI-GO Oscar Hugo Guimarães.

TJ-MG : CORRETOR GANHA NA JUSTIÇA DIREITO A RECEBER HONORÁRIOS

Um corretor de imóveis de Ipatinga ganhou, na Justiça, o direito de receber R$ 220 mil, referentes à comissão de venda de 22 lotes no bairro Jardim Panorama. O pagamento foi determinado pelos desembargadores da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). I.A.L. ajuizou uma ação de cobrança, alegando que encontrou um comprador para os imóveis. Porém, o negócio foi fechado diretamente entre a proprietária dos lotes, ES Serviços Ltda., e a pessoa a quem o corretor havia mostrado o terreno.

Segundo I.A.L., em maio de 2008, dois representantes da empresa proprietária dos lotes lhe concederam a autorização verbal para a venda dos lotes. O corretor afirmou que cada uma das unidades tinha preço de R$ 250 mil e que o acertado com a ES Serviços Ltda. é que ele receberia 5% sobre o valor da venda. Contudo, em julho daquele ano, um dos representantes da empresa entrou em contato com o corretor para informar que o prazo de autorização exclusiva para a venda dos lotes havia expirado e, portanto, outros corretores também passariam a negociar os imóveis.

No processo, I.A.L. afirmou que, dias depois de ser informado do fim de sua exclusividade para a venda, ficou sabendo que os lotes tinham sido vendidos diretamente pela empresa ao comprador a quem ele tinha mostrado a área. Na ação de cobrança, o corretor afirma que a atitude dos representantes da ES Serviços Ltda. foi desonesta e que o pagamento da comissão pela venda dos lotes lhe era devida.

I. alegou ainda que a inteira prestação de seu serviço só não foi concluída em razão de a proprietária dos imóveis ter procurado diretamente o comprador por ele indicado. Como cada lote foi vendido por R$ 200 mil, totalizando uma venda de R$ 4,4 milhões, o corretor argumentou que sua comissão teria de ser de R$ 220 mil.

Exclusividade

Em sua defesa, a ES Serviços Ltda. afirmou que o contrato com o corretor foi feito no início de 2007 e que a comissão combinada seria de apenas 2% sobre o valor do negócio. A empresa alegou ainda que a exclusividade do corretor terminou em meados de 2007, depois que o profissional informou que não tinha conseguido um possível comprador para os lotes. Os representantes da empresa afirmaram também que o comprador dos imóveis foi indicado, informalmente, pelo dono de uma fornecedora de peças e ferramentas da ES Serviços Ltda.

Em primeira instância, o pedido do corretor foi julgado improcedente pela juíza Maria Aparecida de Oliveira Grossi Andrade. I.A.L. recorreu, então, ao TJMG, requerendo a reforma da decisão. Em seu pedido, ele reafirmou que o seu direito de receber a comissão independe de contrato escrito, bastando que ele tenha prestado os serviços de intermediação.

Em seu voto, o relator do processo, desembargador Valdez Leite Machado, apontou que não houve contrato escrito entre as partes. Porém, o depoimento do comprador do imóvel comprova que quem primeiro apresentou os lotes a ele foi o corretor. Segundo o comprador, dois meses depois de ver o terreno, após negociações, o negócio foi fechado. Assim, comprovando o corretor que fez a aproximação entre a dona dos lotes e o comprador, sendo ele essencial para a concretização do negócio, é devida a comissão de corretagem, disse.

Votaram de acordo com o relator os desembargadores Evangelina Castilho Duarte e Antônio de Pádua.

TJ-MG - 8/9/2011
Assessoria de Comunicação Institucional - AscomJustificarTJMG - Unidade Goiás

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

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TV COFECI: FRANQUIAS

RE/MAX BRASIL MINISTRA WORKSHOP NO 4º. CONSIM

Renato Teixeira - Presidente da RE/MAX BRASIL

O sistema de franquias imobiliárias possui certas particularidades que o diferencia do franchising em geral. Para explicar como funcionam os dois sistemas no País, o presidente da RE/MAX Brasil, Renato Teixeira, ministra workshop sobre o assunto na próxima sexta-feira (30 de setembro), durante o 4º Congresso Sul Imobiliário (CONSIM). A RE/MAX é líder no mercado de franquias imobiliárias nacional em número de unidades comercializadas.

"Vamos esclarecer e tirar dúvidas dos corretores de imóveis a respeito dessa forma de negócio. É a terceira vez que participamos do CONSIM e percebemos uma tendência cada vez maior de internacionalização do mercado imobiliário. E as franquias imobiliárias proporcionam a comunicação das imobiliárias nacionais com as unidades do exterior", comenta Renato Teixeira.

O evento, promovido pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis - 6ª Região (PR), tem como tema A evolução do Mercado Imobiliário diante dos eventos esportivos que serão realizados no Brasil: Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

"Os eventos esportivos que o Brasil sediará são temas recorrentes nas rodas de conversas de investidores imobiliários. É necessário que os corretores de imóveis conheçam os impactos que a Copa e as Olimpíadas já estão causando no País"afirma Renato Teixeira.

A principal característica do CONSIM é analisar o trabalho do corretor de imóveis, por meio de oficinas e fórum de discussões. A organização do evento defende que a postura de um corretor de imóveis atualmente é a de um gestor de negócios imobiliários.

"Há muitos anos, o cliente necessita de um profissional instruído, que preste assessoria total: da apresentação do imóvel ao pós-venda. Para isso, o corretor deve conhecer os financiamentos disponíveis no mercado e ter noções básicas de projeto e acabamento", analisa Renato Teixeira.

A Regional da RE/MAX Paraná participa do evento com estande.

Serviço
4º Congresso Sul Imobiliário
De 29 de setembro a 1º de outubro

Workshop sobre franquias
30 de setembro, às 17h15

Local: Bourbon Cataratas Convention Resort
Rodovia das Cataratas, km 2,5 - Foz do Iguaçu

Informações à imprensa: ADS Comunicação Corporativa
Vera Santiago (11) 5090-3016 veras@adsbrasil.com.br
Patrícia Fagueiro (11) 5090-3042 patriciaf@adsbrasil.com.br

domingo, 25 de setembro de 2011

Palestra do vice-prefeito Edil Albuquerque foi a primeira com transmissão ao vivo pelo site do CRECI/MS

A palestra do vice-prefeito, Edil Albuquerque, proferida na noite de 21 de setembro no auditório do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul foi a primeira a ter transmissão ao vivo pelo site www.crecims.com.br para que os profissionais das cidades do interior também pudessem participar. E não faltaram contribuições de corretores de cidades como Naviraí, Sidrolândia, Corumbá, Dourados e Três Lagoas, que também enviaram seus questionamentos no momento em que a palestra foi aberta para debate.

Edil falou sobre “Campo Grande pronta para o futuro”. Ele apresentou a estrutura da Sedec e também falou sobre ações de infraestrutura da Prefeitura de Campo Grande e do Prodes (Programa de Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande). Antes da palestra, o diretor para Assuntos de Delegado e Conselheiro Efetivo do CRECI/MS, Delso José de Souza, explicou o funcionamento da Webconferência, que possibilita a transmissão dos eventos da entidade com uma defasagem de apenas 30 segundos.

“É o CRECI/MS aderindo às novas tecnologias, valorizando os profissionais que atuam nos demais municípios, encurtando a distância que separa o Conselho dos corretores de imóveis do interior do Estado e retribuindo o carinho que recebemos durante nossas visitas a essas cidades”, disse Delso, fazendo um agradecimento especial aos delegados que divulgaram a palestra nas cidades do interior.

Próxima palestra – Na próxima terça-feira, dia 27 de setembro, haverá uma nova palestra no CRECI/MS. O ex-presidente do CRECI/SC (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina), Gilmar dos Santos, que além de corretor de imóveis é consultor bancário, vai falar aos corretores de imóveis sobre o “Cartão de Benefícios do Corretor VISA Gold”. O cartão traz uma série de benefícios, inclusive possibilidade de quitação de anuidade, conforme pontuação acumulada.

Delso ressalta a importância da participação dos corretores do interior do estado acessando o site do CRECI, para assistir essas palestras iniciais, bem como que os corretores informem, sobre a qualidade da transmissão, para que possam serem feitos os ajustes necessários para uma transmissão proveitosa.

Matéria enviada por Delso José de Souza

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

PALESTRA COMPLETA: Do primeiro atendimento ao fechamento - João Batista Bonadio

CITYSCAPE MOSTRA VISÃO DO INVESTIDOR INTERNACIONAL SOBRE O MERCADO IMOBILIÁRIO DO PAÍS

O evento, considerado o maior encontro executivo do mercado de real estate brasileiro, abrirá espaço para mostrar a visão do investidor estrangeiro sobre a economia brasileira e o mercado imobiliário nacional. O evento acontece em São Paulo, entre os dias 7 e 9 de novembro.

Para o debate sobre a visão internacional, a IBC convidou o sócio-diretor da Prosperitas Investimentos, Maximo Pinheiro Lima Netto, o vice-presidente da Starwood Capital do Brasil Participações, Ryan William Hawley, além do vice-presidente sênior e gerente geral da Prologis, Nick Kittredge. Recentemente a Prologis fechou acordo com a Cyrela Commercial Properties no empreendimento Cajamar Industrial Park. A instalação, quando concluída, terá mais de 185 mil m2 de espaço para locação industrial na região metropolitana de São Paulo.

Um dos grandes segmentos da atividade imobiliária no país é o setor residencial, que será amplamente debatido no Cityscape Latin America 2011. Entre os palestrantes que falarão sobre o mercado residencial estão o CEO da Brookfield Incorporações, Nicholas Reade, o membro do Conselho de Administração da Rodobens, Eduardo Gorayeb, e o diretor superintendente da AAPSA Adm. Predial, Leonardo Scheider, entre outros.

Estão confirmados para o Cityscape Latin America 2011 palestrantes de empresas como Hyatt Hotels Corp., GM do Brasil, CVC, Cyrela Commercial Properties, Cyrela Brazil Realty, Abrasce, GWI Real Estate, Grupo Accor, Cibrasec, Banesprev, BM Sua Casa, J. Safra Asset Management, Rio Bravo Investimentos, e BM&F Bovespa.

No último dia, o Cityscape Latin America 2011 abre espaço em sua grade para o encontro dos membros da CoreNet: o CoreNet Global Brazil Summit 2011, que terá palestras de executivos da Johnson & Johnson, Dworking, AES Eletropaulo, Home Agent e Lock Engenharia.

O Cityscape Latin America 2011 é uma iniciativa da IBC com o patrocínio da Broadway Malyan, Cibrasec, Libercon Engenharia, Masa, Dworking, PMKA Advogados, SLS Consultoria, Tallento Gerenciadora e Grupo Brazilian Financial & Real Estate. Informações no site www.cityscapelatinamerica.com.br e na Central de Atendimento, pelo telefone 11-3017-6808.

AGENDA:
Cityscape Latin America 2011
Data: 07 a 09 de novembro de 2011.
Local: Amcham Business Center, Rua da Paz, 1431, São Paulo, SP
Organização: IBC, empresa do Informa Group
Informações: 11-3017-6808 ou imprensa@informagroup.com.br
www.cityscapelatinamerica.com.br

DIVULGAÇÃO: 4º. CONSIM

BOLHA IMOBILIÁRIA, REALIDADE OU ESPECULAÇÃO


Rafael Severo, da Escola de Investidores, fala sobre os aspectos que permitem ao mercado imobiliário no Brasil crescer com fundamento e consistência.

TV COFECI: O MERCADO E A CRISE INTERNACIONAL

DIVULGAÇÃO: QUINTA ESPECIAL

Clique no panfleto para ampliar

BC DESCARTA FORMAÇÃO DE BOLHA NO MERCADO DE IMÓVEIS


O diretor de fiscalização do Banco Central, Anthero de Moraes Meirelles, descartou a existência de formação de uma bolha no mercado imobiliário brasileiro. "Não é um elemento que nos cause preocupação ou que seja um risco para a estabilidade do sistema", afirmou durante uma entrevista coletiva. "Não existem elementos que sugiram formação de uma bolha", completou.

Meirelles salientou que o surgimento de uma bolha no setor está fora do foco agora porque, no Brasil, há aumento de renda, maior poder aquisitivo e maior bancarização. "Não temos no Brasil nenhum movimento fora dos padrões e nenhum movimento que indique (uma bolha)", avaliou. Isso porque, de acordo com ele, as regras de concessão de crédito no País são restritivas. O Brasil adota uma oferta de crédito conservadora, mais voltada para a aquisição da primeira moradia em quase todos os casos. Além disso, segundo o diretor, o financiamento médio é de 65% do valor do imóvel.

Em 2005, conforme dados do Banco Central, o crédito imobiliário representava 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje está em torno de 4%. Atualmente, o crédito imobiliário representa 8% da carteira total de crédito do sistema financeiro brasileiro. "Em relação ao G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo), há potencial grande de crescimento", considerou.

Isso porque, segundo o diretor, a classe média começa a ter condições de adquirir sua casa própria. Apesar de a inadimplência estar aumentando, o indicador também não traz temor para o BC, na avaliação de Meirelles. "É um aumento que está se dando, mas devido a um acompanhamento de renda maior, de emprego maior, crescimento econômico e crescimento sustentável."

O diretor salientou que, com as medidas macroprudenciais adotadas no final do ano passado, a velocidade de crescimento do crédito geral arrefeceu, ficando em linha com uma trajetória de expansão em ritmo mais moderado e sustentável. Ele salientou que o saldo das operações de crédito ao final de junho era de R$ 1,83 trilhão, o que representa 47% do PIB ao final do semestre.

Segundo o diretor, o crédito para aquisição de veículos foi um dos itens mais afetados com as medidas. "(O crédito) vinha crescendo de maneira acelerada e agora está arrefecido", disse, acrescentando que comportamento similar foi percebido no caso do crédito consignado e o voltado às pessoas físicas.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DECRETO Nº. 7.565 DE 15 DE SETEMBRO DE 2011


21.09.2011 - LEGISLAÇÃO
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Decreto n. 7.565, de 15 de setembro de 2011
Dispõe sobre a criação e a manutenção do índice de preços de imóveis no Brasil.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição e tendo em vista o disposto no Decreto-Lei n. 759, de 12 de agosto de 1969, e na Lei n. 5.878, de 11 de maio de 1973,

DECRETA:

Art. 1º A Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE deverá adotar as providências que se fizerem necessárias para a criação e divulgação do índice de preços de imóveis no Brasil.

Parágrafo único. Caberá ao IBGE a definição da metodologia de cálculo do índice de preços de imóveis, bem como a adoção das demais providências necessárias para implementação, manutenção e contínuo aprimoramento do referido índice.

Art. 2º O IBGE poderá firmar parceria com a Caixa Econômica Federal para que esta forneça, respeitadas as exigências de sigilo e confidencialidade a que se sujeita, informações e conhecimentos técnicos necessários à criação e manutenção do índice.

Parágrafo único. O IBGE, visando ao contínuo aprimoramento do índice de preços de imóveis, poderá firmar parcerias com outras instituições financeiras ou agentes de mercado.

Art. 3º O IBGE definirá cronograma para a criação e implementação do índice de preços de imóveis.

Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 15 de setembro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

DILMA ROUSSEFF
Guido Mantega
Miriam Belchior
Data: 16/09/2011
Fonte: Diário Oficial da União

ESPECIALISTAS DIVERGEM SOBRE O NOVO ÍNDICE DE PREÇOS DE IMÓVEIS DO IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já estuda a metodologia a ser aplicada para o novo índice de preços de imóveis no Brasil, que será criado de acordo com o Decreto 7.565 do governo federal, publicado na última semana no Diário Oficial da União.

Em nota à imprensa, o IBGE informou que está desenvolvendo estudos com o objetivo de acompanhar a evolução dos preços no setor imobiliário nacional. “A metodologia para o cálculo, bem como todos os procedimentos que envolvem um índice referente ao setor, está sendo discutida e terá como base as recomendações de países ou instituições que já produzem esse tipo de indicador”. Ainda não há previsão de quando o novo índice será divulgado, informou a assessoria de imprensa do instituto.

Para o diretor executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado (Sinduscon/RJ), Antonio Carlos Mendes Gomes, o indicador vai ser bom para o mercado. “É um indicador confiável pela origem [o IBGE]. É o nosso grande instituto de pesquisa. É um instrumento adequado para que a sociedade tenha uma visão melhor, se posicione e interfira nesse processo, aproveitando as oportunidades, os momentos adequados. Enfim, acho que (o índice) é bom para todo mundo. É muito bem-vindo”.

A mesma opinião tem o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado (Creci/RJ), Casimiro Vale. “Era uma reivindicação do Creci. É bom para ter um parâmetro de valor do mercado, principalmente com relação aos financiamentos”, disse à Agência Brasil. Vale considerou que o novo indicador será positivo também para os consumidores. “Entendo que é bom. É uma coisa mais justa”.

O vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi/RJ), Rubem Vasconcelos, discorda dessas opiniões. Para ele, o mercado é livre e deve continuar como tal. Vasconcelos teme que o índice venha a se transformar em elemento de controle dos preços no setor. “Não existe controle de preço. A gente pesquisa preço. A lei da oferta e da procura é que comanda os mercados. Não é ranqueamento, nem tabelamento de preço”.

Segundo o vice-presidente da Ademi, o que deveria ser feito é uma publicação mensal das pesquisas de preços praticados e não uma tabela de preços do mercado. “Isso é falso. Isso é mentiroso, porque o mercado vive de uma lei de oferta e de procura e pode ir ao céu, como pode ir ao inferno”.

Vasconcelos tem dúvida em relação ao procedimento que será usado pelo IBGE para acompanhar os preços dos imóveis. “Ele vai jogar os preços dos imóveis para cima, quando deveria proteger. Eu discordo dessa política de controle e de acompanhamento do governo. Não é função do governo acompanhar isso. Ele tem que deixar o mercado livre”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 20 de setembro de 2011

JOÃO BONADIO FALA SOBRE O PRIMEIRO ATENDIMENTO ATÉ O FECHAMENTO DO NEGÓCIO


O jornalista Rudson Mazzorana entrevista o Conselheiro do Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo, João Batista Bonadio, que fala como o corretor deve se comportar do primeiro atendimento até o fechamento do negócio. As imagens gravadas e editadas foram realizadas por Paulo Thiago Varasquim.

JOÃO TEODORO FALA SOBRE AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA NA TV O CORRETOR



Em uma entrevista exclusiva ao jornalista Rudson Mazzorana, o Presidente do Cofeci comenta a relação entre o Corretor de Imóveis e a Avaliação Imobiliária, o mercado imobiliário brasileiro e a legalização da profissão. Imagens gravadas e editadas por Paulo Varasquim.

BOLHA IMOBILIÁRIA ESPANHOLA

Mais um claro e atual exemplo da "herança maldita" deixada pela especulação imobiliária.

VALORIZAÇÃO ARTIFICIAL ACENDE ALERTA DE BOLHA EM SÃO PAULO


São Paulo – A capital paulista já dá indícios de viver bolha imobiliária, situação semelhante à que começou a acontecer nos Estados Unidos em 2006 – embora os efeitos devastadores sobre a economia de boa parte do mundo tenham sido sentidos mais duramente dois anos depois. O alerta é de João da Rocha Lima Júnior, professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e consultor de investimentos imobiliários.

“Os preços de empreendimentos de renda média e de escritórios estão fora do eixo em São Paulo”, alertou, em entrevista à Rede Brasil Atual. O xis da questão é o valor excessivamente elevado desses imóveis, com altas para além do aumento da renda da população em alguns segmentos e bairros. O especialista participou da 11ª Conferência Internacional da Latin American Real Estate Society, nesta sexta-feira (16), na capital paulista.

Segundo ele, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) tem mostrado crescimento muito grande, bem acima do apurado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), um dos indicadores de inflação medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para mensurar a “gordura” – ou o quanto a especulação influi – na ação de empreendedores, Lima Junior lança mão do conceito de preço "justo" ou "adequado". Para esse cálculo, são incluídos custos, riscos do negócio e margens de lucro. Com base no critério, ele apresentou cálculo para um empreendimento hipotético na Vila Mariana, zona sul da capital paulista, um dos bairros que mais vê crescer arranha-céus.

A planilha de preço final do empreendimento simulado fica 17% menor do que o indicador de preços de imóveis da Fundação Instituto de Pesquisas econômicas (Fipe), desenvolvido para o portal de imóveis Zap para o mesmo local. Essa parcela é o indicativo da tal bolha.

Adrenalina
De acordo com Lima Júnior há "excesso de adrenalina" e até irracionalidade no mercado brasileiro. “O mercado de real estate (denominação internacional para mercado imobiliário) não deveria funcionar com adrenalina, deveria funcionar com Lexotan (medicamento contra ansiedade)”, brinca. Na prática, essa adrenalina toda pode levar a uma leitura errada do mercado e muitas vezes é motivada pelos empreendedores, que querem vender mais imóveis a preços maiores. "Imaginar que a alta do mercado e dos preços durará para sempre é ingênuo", analisa o especialista. No entanto, afirma, o estouro de uma eventual bolha imobiliária é sempre difícil de prever.

Como exemplo, o consultor descreve uma situação comum vivida por quem visita estandes de lançamentos ou feiras imobiliárias. Os corretores usam campainhas para marcar contratos de venda assinados ou avisam a operação aos gritos. “A cada venda, tocam o sino. Você está sentado, tentando negociar, e alguém grita: 'Fechou o 39, tira da tabela'. E lhe vem à mente: 'Vou perder o imóvel, fecha o negócio logo'. É um indutor porque deixa a pessoa sob pressão”, descreve.

Diferente mas nem tanto
O Brasil tem estrutura de financiamento imobiliário bastante diferente da norte-americana, mas nem por isso está livre de sofrer com valorização artificial de imóveis. Em solo brasileiro, o capital investido para se ter um imóvel é muito maior e o financiamento, classificado como “responsável”, é de, no máximo, 70% ou 80% do valor do bem. Em comparação aos Estados Unidos, o capital investido é maior, já que há mais crédito disponível para construções do gênero. No Brasil, embora os empréstimos sejam crescentes, há empreendimentos realizados sem recorrer a bancos, mas só com recursos da empreiteira.

Assim, uma bolha verde-amarela não seria de crédito, e sim de preço. “Crédito imobiliário irresponsável é um dos indutores de bolha. É preciso lidar com esse dado com cuidado.” O fato de os brasileiros terem crédito imobiliário responsável ajuda, mas não resolve tudo. "Pelo menos não será um fator de desarticulação do mercado." Mas isso não quer dizer que o mercado não está desarticulado por outros motivos, como a disparidade entre crescimento da renda e do valor dos imóveis.

Ética e informação
Também não faltaram críticas à ética e desinformação fabricada por empreendedores imobiliários. “É preciso ter ética nos negócios imobiliários. Não há necessidade de o empreendedor, para ganhar mais, desinformar o mercado. Ele pode até ganhar mais se o mercado aceitar o preço que ele está propondo, mas não por um viés de desinformação”, dispara o pesquisador brasileiro. “A tendência do empreendedor é desinformar”, completa.

João Manuel Carvalho, professor e pesquisador da Universidade Técnica de Lisboa, vê a falta de boa informação no mercado imobiliário e restrições à produção de informação independente como uma das raízes de bolhas imobiliárias.

Freio
A bolha imobiliária é criada pelo mercado que aceita altos preços, mas ele também tem condição de freá-la, diz Lima Júnior. “A questão é oferta e procura. Enquanto houver gente pagando o preço que está sendo proposto, vai ter transação acontecendo”.

Apesar da dificuldade de diagnosticar o fenômeno enquanto ele está ocorrendo, é preciso frear certos “booms” imobiliários, aponta o estudioso de Portugal. “Parece ser esta a altura de atuar, mas a experiência mostra inércia”, critica.

Outra forma de frear, mas bastante drástica e temerosa para a economia, é a incapacidade dos compradores de pagar, lembra o professor da USP. Nesse caso, porém, é sinal de que a bolha já estourou.

Fonte: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

CORRETORES DE IMÓVEIS PODEM SER OBRIGADOS A PAGAR ATÉ 500 REAIS PARA OS CONSELHOS REGIONAIS


CGTB considera desproporcional a taxa aprovada na Câmara e tenta vetar medida no Senado

A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) articula uma frente no Senado para vetar os artigos incluídos pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) na Medida Provisória 536/11, aprovada no dia 14/09 na Câmara dos Deputados, aumentando a taxa anual cobrada pelos conselhos profissionais, órgãos que regulam o exercício de diversas categorias, como médicos, assistentes sociais, contabilistas e engenheiros.

A proposta da deputada é estipular um teto para a cobrança da taxa destinada aos conselhos de todas as categorias, fixando valor de R$ 500 para profissionais de nível superior e a R$ 250 para os de nível técnico.(Grifo nosso) “Não nos opomos à cobrança de anuidades para a manutenção dos conselhos profissionais, mas consideramos imprescindível que se leve em consideração as particularidades e os níveis salariais de cada categoria. Não é justo que um trabalhador que recebe 600 reais pague o mesmo que outro que ganha 6 mil. Devemos preservar o princípio da proporcionalidade com o estabelecimento de percentuais e não de tetos nominais,” analisa Neto.

Além da injustiça causada por uma cobrança linear, o projeto desrespeita a análise conduzida pela Comissão do Trabalho da própria Câmara dos Deputados, que vem debatendo o tema e até criou um grupo de trabalho formado por representantes do governo, confederações, federações, sindicatos e conselhos para aprofundar a questão. “É imperativo que os artigos que versam sobre anuidade dos conselhos profissionais sejam vetados. Para garantir transparência, democracia e seriedade, o debate deve continuar na Comissão de Trabalho. O resultado, com certeza, será uma lei adequada”, analisa Neto.

A Medida Provisória 536/11 originalmente tratava apenas do reajuste de R$ 1.916,45 para R$ 2.384,82 o valor da bolsa para médicos residentes. O deputado Weliton Prado (PT-MG) condenou a falta de debate sobre essa norma. “Não houve debate nessa Casa sobre essa questão, isso não pode mais acontecer”, disse ele, que afirmou ter de aprovar uma proposta com um tema sobre o qual não concorda para não penalizar os médicos residentes.

Fonte: Jornal MS

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PARECER: RELAÇÃO EMPREGATÍCIA E CORRETOR DE IMÓVEIS

I- O corretor de imóveis devidamente inscrito no CRECI, teria algum vínculo de natureza trabalhista com a empresa – imobiliária onde trabalha ?
Sim, a simples inscrição no CRECI não implica em extinção de obrigação decorrente de relação trabalhista. Corretor habilitado pode ter vínculo empregatício desde que preenchidos os requisitos necessários à configuração da relação de emprego, tal seja - “Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário (art. 3º da CLT)”

II – Existe relação empregatícia, recebendo ele comissão-corretagem, ou trata-se apenas de um trabalhador autônomo ?
O recebimento de comissão-corretagem não implica em extinção do vínculo empregatício. Entretanto, a relação empregatícia somente se dá quando houver – a) subordinação que decorre do poder do empregador de dirigir e controlar o cumprimento da prestação do empregado e penaliza-lo, quando em desacordo com as obrigações assumidas; b) trabalho eventual não diz respeito, como poderia parecer a primeira vista, à duração ou ao tempo despendido em favor do empregador, e sim a estar a atividade incluída ou não entre aquelas inerentes aos fins normais do empreendimento; salário, a relação empregatícia é por natureza onerosa, dela resultando obrigações reciprocas, mormente contraprestação representada pela percepção de salário em forma de comissões.

III – Qual a forma mais segura para contratação de um corretor de imóvel para minha empresa?
Afim de evitar os dissabores de uma Reclamação Trabalhista a forma mais segura para a imobiliária é a contratação do corretor, mediante contrato de comissão com garantia mínima do piso salarial da categoria.

IV – Quais tipo de contratos ou documentos que devem ser firmados entre corretor e imobiliária para a garantia de uma relação sem vínculo empregatício ?
Cumpre esclarecer que inexiste lei que prevê que o corretor não é empregado. A relação sem vinculo varia de caso a caso, e se prova por fatos, daí o entendimento diversos entre vários Juizes, uns admitindo o vínculo e outros não. Entretanto pode-se ocorrer a relação sem vínculo empregatício onde por exemplo fique configurado: A) exista contrato de prestação de serviços formal; B) que o corretor em exercício seja autônomo devidamente inscrito no CRECI; C) o próprio corretor recolha regularmente seu INPS; D) que o próprio corretor recolha ISS junto à municipalidade; E) que o próprio corretor faça sua jornada de trabalho sem vínculo e interferência da imobiliária; F) Fique caracterizado e contratado a possibilidade de participação de plantões de venda; G) recebimento de comissões caso a caso em valores contratados expressamente; H) não haja o caráter de exclusividade e pessoalidade com a imobiliária.

A título de ilustração trazemos o seguinte julgado:

RELAÇÃO DE EMPREGO – CORRETORA DE IMÓVEIS – CARACTERIZAÇÃO. É empregado o corretor de imóveis que presta serviços pela empresa imobiliária, atuando na área de vendas de imóveis por ela comercializados, quando presentes os requisitos de pessoalidade, percepção de salários sob forma de comissões, não eventualidade dos serviços e subordinação, esta caracterizada pela obrigatoriedade de comparecimento à plantões e pelo exercício de atividades que beneficiam diretamente o tomador de serviços (TRT – 4ª R. Ac. Unân. Da 4º T. Julg. em 4/2/92 - RO 7.576/90 – Canoas /RS – Rel. Juiz Antonio Firmo de Oliveita Gonzales – Rekynt incorporações Ltda. Vs. Fernando Roberto Fagundes).

Fonte: Escritório de Advogados Ivan Pegoraro & Leate

ESTADOS UNIDOS: MERCADO IMOBILIÁRIO DA FLÓRIDA RUMO AO FUNDO DO POÇO

Finalmente, sinais de que os preços dos imóveis na Flórida atingiram um piso parecem emergir, segundo análise do Wells Fargo. Para banco, situação na região é crucial para recuperação dos EUA.

Após a onda de aquisições de imóveis no mercado imobiliário local - canadenses e sul-americanos tem sido apontados como principais compradores -, o departamento de análise do banco americano Wells Fargo identifica preços próximos a um piso.

Trata-se de uma boa notícia ao sinalizar redução do gigantesco estoque de casas à venda. Com a falta de imóveis disponíveis para a compra, a percepção é de que os preços não devem cair mais.

Considerada o epicentro da crise imobiliária nos Estados Unidos, a Flórida desperta esperanças quanto ao fundo do poço no mercado imobiliário local, segundo o Wells Fargo.

A expectativa fica por conta do crescimento na construção civil, evento fundamental para a recuperação da economia da região.

Desde o colapso da bolha imobiliária, os preços dos imóveis assumiram tendência declinante sem atingir um piso de estabilidade. Algo que agora parece estar ocorrendo.

"A recuperação da Flórida é crucial para a retomada dos Estados Unidos", sinaliza o relatório do Wells Fargo, assinado por Daniela Schumaker-Krieg, economista-chefe da instituição.

Fonte: Bárbara Ladeia (bladeia@brasileconomico.com.br)

DICAS DE ELISEU MATEUS PARA OBTER SUCESSO NA ANGARIAÇÃO IMOBILIÁRIA

"BOLHA IMOBILIÁRIA": O BRASIL ESTÁ LIVRE DELA!?

O mercado imobiliário parece estar em alerta. Embora não haja garantias de que uma bolha imobiliária possa estourar em breve, há quem já esteja preparado.

De uma maneira muito simplificada, bolha imobiliária se dá quando a oferta de imóveis é maior do que a demanda de compradores. O que culmina na desvalorização das construções. Foi o que aconteceu durante a crise econômica iniciada nos Estados Unidos, em 2007.

Há quatro anos na América havia uma grande quantidade de liquidez (dinheiro disponível para empréstimo), inclusive para empréstimos "subprime", chamado de segunda linha. O subprime é considerado de risco maior, já que é oferecido para pessoas com histórico de inadimplência. Como o perigo é maior, a taxa de juros acompanha esse risco. Esse tipo de empréstimo é bem quisto por gestores, devido à grande lucratividade.

A gota d’água da tensão mundial foi quando o banco francês BNP Paribas anunciou que estava congelando os saques de três de seus fundos de investimentos, esses recursos estavam aplicados nas operações hipotecárias nos EUA. Eis que a partir desse momento as taxas de inadimplência superaram as expectativas. Quem tinha reservas de dinheiro passou a não querer emprestar e quem precisava não sabia onde conseguir. Com a intenção de incentivar o consumo, os bancos centrais do mundo passaram a emprestar dinheiro para os bancos.

O que é comum nesses casos é que investidores passem a colocar seus papéis à venda. E aumentando a oferta com baixa demanda, a tendência é a desvalorização. Foi exatamente isso que aconteceu com o setor imobiliário. Havia muitos imóveis à venda e poucas pessoas com recursos para comprar.

Nos últimos anos a economia nacional cresceu bastante. A classe média já é maioria no Brasil. Com mais recursos é comum que todos partam em busca do sonho da casa própria. O que vem chamando atenção de especialistas é o preço exagerado do m2. Segundo uma pesquisa do EXAME/Ibope, os preços dos imóveis subiram uma média de 24,7% no último ano em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. O Dr. João da Rocha Lima Jr., Professor Titular de Real Estate, afirma que o aumento de preços não é o suficiente para caracterizar a bolha imobiliária.

"Há alguns segmentos de mercado que estão um pouco acima do que seria aceitável por seu preço de custo", diz o professor. Os donos de construtoras estão alegando que por venderem algo que ainda não foi construído, muitas vezes acabam saindo no prejuízo. "O preço que é fechado no contrato é o de orçamento, muitas vezes ele é extrapolado e a construtora termina com a uma margem de lucro menor do que a prevista", justifica Dr. João da Rocha Lima Jr.

O professor diz que esse aumento era justificado até o final do ano passado e que 2011 já aponta um aumento considerável. Devemos dobrar a atenção caso os preços continuem subindo. Até o presente momento não há com que se preocupar. "Além disso, uma bolha imobiliária oferece risco aos investidores, dificilmente chegaria a prejudicar a população no geral", finaliza o Dr. João Rocha Lima Jr.

Por Bianca de Souza (MBPress)

SÃO PAULO: VENDA DE IMÓVEIS NOVOS RECUA MAIS DE 14% EM JULHO


SÃO PAULO, 19 de setembro (Reuters) - As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram 14,3 por cento em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta segunda-feira o sindicato que representa o setor imobiliário na capital paulista, Secovi-SP. Já em relação a junho, as vendas ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,2 por cento.

A velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta (VSO) ficou em 16,9 por cento em julho, abaixo da média apurada em todo o ano passado, de 23,2 por cento, quando "havia grande demanda reprimida, o que puxou o índice para patamares recordes", assinala o Secovi em nota."O resultado não surpreende, já que, em 2010, o país atravessava uma situação de recuperação econômica, com índices de crescimento acima da média", afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

O segmento de dois dormitórios respondeu por cerca de metade do volume comercializado em julho, com 1.346 unidades comercializadas.Em termos de valores, a capital paulista contabilizou 1,3 bilhão de reais em vendas de imóveis residenciais novos em julho, incremento de 6,8 por cento sobre o mês anterior.

Nos sete primeiros meses do ano, as vendas acumulam queda de 28,6 por cento ante o mesmo intervalo em 2010, totalizando 14.402 unidades."Esta diferença vem diminuindo gradativamente desde o começo do ano... A expectativa é de que continue reduzindo, tendo em vista que o segundo semestre costuma ter melhor desempenho em relação ao primeiro", acrescenta Petrucci.

LANÇAMENTOS

Em julho, foram lançados 2.732 imóveis residenciais em São Paulo, número 13,7 por cento menor na comparação mensal, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Sobre o mesmo mês do ano passado, os lançamentos cresceram 5,8 por cento.Os imóveis de dois dormitórios também lideraram os lançamentos em julho, com participação de 51,4 por cento do total.No acumulado de janeiro a julho, foram lançadas 16.724 unidades em São Paulo, alta anual de 3,5 por cento.

Por Vivian Pereira

domingo, 18 de setembro de 2011

MÍDIAS E REDES SOCIAIS NO RELACIONAMENTO COM OS CLIENTES

O crescimento das redes sociais disponibilizou uma forte ferramenta para as empresas se relacionarem com os clientes. Neste programa o Mundo da Publicidade, Décio Clemente recebe nos estúdios da Jovem Pan Online Fernando Moulin, gerente geral de E-Business e Relacionamento com Clientes da Cyrela, que explica como a empresa trabalha com as mídias e as redes sociais.

DIVULGAÇÃO: SHAREIMOVEIS - A REINVENÇÃO DO MERCADO IMOBILIÁRIO

Shareimoveis é uma ferramenta em rede completa para organização e divulgação de negócios imobiliários e criação de parcerias entre corretores.

Ela oferece um site para divulgação de imóveis totalmente grátis integrada às principais redes sociais atuais como Facebook, Orkut e Twitter.

E o conceito Share ainda propõe três ferramentas incríveis:

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Com essas informações estratégicas e essenciais pra qualquer corretor, você rapidamente será capaz de entrar em contato com seus parceiros para fechar negócios em uma dinâmica muito lucrativa! Você nunca mais precisará perder uma venda por que não tinha "aquele" imóvel que seu cliente queria!

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"WALL STREET JOURNAL" VÊ RISCO DE BOLHA IMOBILIÁRIA NO BRASIL

Sílvio Guedes Crespo

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O lado negro da ascensão do Brasil” é o título de uma longa reportagem publicada nesta terça-feira, 13, pelo “Wall Street Journal, com destaque na primeira página. O texto afirma que a entrada de capital estrangeiro pode gerar uma bolha imobiliária no País.

A lógica é simples. Os investidores estrangeiros colocam seu dinheiro no Brasil e geram duas consequências negativas: primeiro, “a abundância de recursos na economia ajuda a financiar empréstimos imobiliários de risco mais alto e alimenta uma potencial bolha imobiliária”. Segundo, a entrada de recursos fortalece a moeda brasileira, prejudicando a indústria nacional.

Bolha imobiliária

O aumento dos empréstimos a uma taxa de juros ainda alta pode elevar a indaimplência, na opinião do jornal. A reportagem cita o exemplo de uma brasileira que havia tomado quatro linhas de crédito a uma taxa de 40% ao ano e depois teve que suspender o pagamento porque seu marido teve problema no rim e precisou parar de trabalhar.

Mas há visões diferentes a respeito. “Eu não vejo uma bolha. Fluxos de capital são uma consequência natural de todas as boas notícias no Brasil”, disse ao “Journal” Fabio Barbosa, ex-presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Brasil caro

Tendo os bancos muito dinheiro para emprestar, as pessoas obtêm mais facilmente dinheiro para gastar, e os preços sobem. Não só os de imóveis, mas de vários bens e serviços, “do cinema à Coca-Cola”, ou “dos carros aos preservativos”, para usar os exemplos citados no “Journal”. Ainda, os salários também aumentam.

Os preços altos geram dificuldades para as empresas. A Embraer, por exemplo, disse ao “Wall Street Journal” que quer abrir mais fábricas no exterior.

Real forte, indústria fraca

Todo capital externo, ao chegar ao País, é trocado pela moeda brasileira, que, por causa disso, se fortalece. O fato de essa reportagem ter saído justamente no dia em que o real atingiu sua maior cotação no ano não a invalida. O jornal se refere a um movimento de longo prazo, de “mudança tectônica do investimento global rumo a países emergentes”. Desde 1º de janeiro, de 2010, por exemplo, o real subiu 36% ante o dólar.

A alta do real torna mais custosa a produção de mercadorias no Brasil, reduzindo a competitividade da indústria (em junho, houve retração de 1,6%). As fábricas brasileiras perdem espaço no mercado interno e externo. Neste ano, um quinto dos carros vendidos no Brasil é importado, segundo estimativa da associação do setor; em 2005, apenas 5% eram.

Além de os consumidores comprarem mais produtos importados e menos nacionais, existem as pessoas que saem do País para fazer compras. A reportagem lembra que os brasileiros já gastaram US$ 8,5 bilhões no exterior neste ano, 60% mais que um ano antes.

Juros altos

A valorização da moeda brasileira, na opinião do “Journal”, foi uma “questão chave” para explicar por que o Banco Central reduziu ataxa básica de juros em setembro, numa decisão que surpreendeu muitos analistas. Tal decisão gera risco de estimular mais a inflação, opina o diário.

Com a taxa de juros alta, investidores tomam dinheiro emprestado no exterior, pagando juros próximos a zero, e depois aplicam em títulos brasileiros. Isso gera mais entrada de capital, aumentando o valor do real.

No entanto, “o capital que inunda um país pode rapidamente fugir dele”. Países emergentes, com isso, temem que uma catástrofe econômica no mundo desenvolvido gere uma inversão da atual tendência, provocando forte saída de recursos rumo ao mundo desenvolvido.

Por que o Brasil

Outros veículos de comunicação internacionais já haviam publicado alertas sobre bolha no Brasil, como o “Financial Times” fez em junho e julho.

O texto do “Journal”, no entanto, vai mais longe ao mostrar que a situação brasileira é particular em comparação com outros países emergentes.

A China também tem problemas com a entrada de capital internacional, como a pressão sobre o preço dos alimentos. Mas muitos investidores preferem o Brasil porque tem câmbio flutuante e um mercado sofisticado de títulos e derivativos, diferentemente do país asiático.

Ainda, o Brasil é o maior exportador de minério de ferro, carne bovina, frango, açúcar e café, além de ter o potencial do petróleo na camada pré-sal a ser explorado.

Fonte: Radar Econômico

4º. CONSIM COMEÇA DIA 29 EM FOZ DO IGUAÇU


O Paraná vai sediar, pela primeira vez, o IV Congresso Sul Imobiliário (Consim), que será realizado entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em Foz do Iguaçu.

O evento tem como tema principal as mudanças e evoluções do setor imobiliário diante dos grandes eventos esportivos que se realizarão no Brasil: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Nos três dias de congresso os corretores de imóveis, investidores e empresários, entre outros profissionais esperados (cerca de mil) terão a oportunidade de discutir a realidade e o rumo do setor imobiliário brasileiro.

Entre os palestrantes está o campeão olímpico Lars Grael, que falará sobre dedicação, superação, mudança e adaptação na palestra de encerramento.

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR) é o responsável pela organização do congresso com a co-realização do Cofeci, Creci-SC e Creci-RS. Acesse o site do evento http://www.consim4.com.br/

Clique na programação para ampliar

Fonte: Divulgação

sábado, 17 de setembro de 2011

PREÇOS SOBEM EM RITMO MENOR, MAS MERCADO FAVORECE VENDA DE IMÓVEL

O mercado imobiliário brasileiro bateu recordes sucessivos nas vendas e os preços da habitação atingiram níveis exorbitantes nos últimos dois anos. No segundo semestre de 2011, os valores continuam em alta, só que em ritmo bem menor e o mercado já começa a apostar em estabilização. Diante desse cenário e do momento econômico brasileiro, compensa comprar ou vender um imóvel?

O mercado imobiliário é cíclico - uma hora sobe, outra estabiliza e depois cai. No entanto, a tendência para os próximos meses é que os preços se mantenham nos patamares atuais, ou seja, o mercado caminha para a estabilização, explica o diretor de estudos especiais da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), Luiz Paulo Pompéia. Por isso, o momento econômico privilegia a venda de imóveis, diz o especialista.

- Está na hora de vender imóveis porque a gente vende na alta e compra na baixa. Os imóveis estão lá em cima e, por isso, está na hora de vender, não de comprar.

O pesquisador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) Eduardo Zylberstein também analisa o comportamento do mercado imobiliário brasileiro. Ele prefere não arriscar se o momento é bom para comprar ou vender, mas afirma que os preços caminham para a estabilidade.

- Agosto foi o quarto mês seguido de desaceleração da alta nos preços, mas eles continuam subindo. Parecem estar convergindo para a estabilidade, mas ainda está em um ritmo forte. Pode ser um movimento típico dessa época do ano, o que pode ser um comportamento sazonal e, no futuro próximo, os preços podem retomar [aumentos expressivos]. Tem que aguardar mais um pouco.
Zylberstein é o coordenador do índice Fipezap, um termômetro que mede a variação de preços do metro quadrado em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal. Em agosto, o preço médio do metro quadrado teve alta de 1,7% e atingiu a marca de R$ 5.824 no país.

Essa escalada dos preços das moradias no Brasil é natural, segundo os especialistas do mercado. Eles explicam que antes do aumento, praticamente até 2008, os preços das casas no país permaneceram estáveis. Esse movimento é consistente e, portanto, afasta qualquer possibilidade de bolha imobiliária, explica o economista da Fipe.

- Nos últimos meses, observamos que o ímpeto da alta deve continuar convergindo para um ritmo um pouco mais tranquilo. Há uma queda na quantidade dos imóveis negociados, o que é um comportamento normal porque quanto maior o preço, menor o número de negociações. Mas isso não quer dizer que há uma bolha.

- Não há risco de bolha nos moldes americano, espanhol ou português. Isso porque o crédito imobiliário no Brasil não chega a 5% do PIB [Produto Interno Bruto, que é a soma de riquezas do país], enquanto lá estava acima de 60% no caso do PIB americano. Veja que há uma diferença brutal. Nessa linha do que ocorreu no hemisfério norte, não acredito e não vejo nenhuma perspectiva para bolha.

Queda nos preços

A tendência é que os preços da habitação no Brasil fiquem como estão nos próximos dois anos, embora seja possível uma “quedinha” muito suave em alguns casos que tiveram altas expressivas de preço. Essa possível redução deve ocorrer entre imóveis maiores e de maior valor de mercado, cuja oferta deverá superar a procura, diz Pompéia.

- Há alguns segmentos em que os compradores já negociaram seu imóvel, sobretudo entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão. Nessa faixa, a demanda é maior entre R$ 300 mil e R$ 800, mas começa a ficar preocupante entre R$ 800 mil e R$ 1,5 milhão porque ou vai sobrar [imóvel] ou tem muito investidor que comprou nessa faixa [na planta] e, quando ficar pronto, o imóvel vai concorrer com aquele que estiver sendo lançado. Isso pode reduzir um pouco esse valor.

Além do possível recuo dos preços, o ritmo das vendas ficará menor: a “farra” dos plantões de venda, que comercializavam um prédio inteiro em apenas um fim de semana, ficará cada vez mais difícil de encontrar nas grandes cidades, prevê o diretor da Embraesp.

- No fim das contas, vai ter uma oferta de imóveis maior que a que temos agora. Hoje é difícil de registrar, mas daqui a seis meses, vamos falar que a redução dos valores começou em setembro de 2011. Ainda é embrionário, mas aquelas vendas repentinas, em uma semana, não se observa mais. Esse espaço de tempo deve passar a ser no tempo normal, em cerca de seis meses.

Zylberstein afirma que os preços dos imóveis no país ainda estão em “um ponto aceitável”, mas “enquanto o mercado de trabalho estiver favorável e o crédito facilitado, a gente ainda tem muita demanda e, por consequência, os preços têm pressão para subir”.

Fonte: R7

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ESPECIALISTA FALA SOBRE EXPANSÃO E VALORIZAÇÃO DOS IMÓVEIS

Nesta edição do programa JP Online Entrevista, Thiago Uberreich e Marcelo Mattos recebem nos estúdios da Jovem Pan Online Marcio Bueno, especialista em Direito Imobiliário. Nesta conversa, Bueno fala sobre a expansão e valorização dos imóveis, além de analisar se a estabilidade dos preços dos imóveis está proxima. Confira no vídeo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CYRELA: CASE DE SUCESSO / ENTREVISTA COM GILSON F. HOCHMAN


Na última parte da entrevista, Thais Alves entra em um tópico importantíssimo na conversa. Como fazer para vender mais e, sobretudo, ser uma pessoa feliz. A boa liderança é uma predominante na hora de motivar a equipe e conseguir atingir as metas e resultados.


Nesta segunda parte da entrevista com Gilson F. Hochman, CEO de vendas da Cyrela, Thais Alves fala com o executivo sobre a importância da empresa valorizar as pessoas, o ambiente, valorizar o lado social. Segundo Hochman, este é um lado que a Cyrella valoriza e a importância deste tópico é maior do que as pessoas pensam.


O sonho de todo grande empresário é conseguir motivar sua equipe da melhor forma possível. Como fazer para que sua equipe seja um sucesso de vendas? Como ser um case de sucesso? Para falar sobre este assunto de suma importância para o mundo corporativo, Thais Alves recebe Gilson F. Hochman, CEO de vendas da Cyrela, que é uma das mais importantes incorporadoras e construtoras de imóveis residenciais do estado de São Paulo. Clique no vídeo e confira a primeira parte desta entrevista.

CENTURY 21: PREÇO DOS IMÓVEIS VAI PARAR DE SUBIR

Ernani Assis, presidente da Century 21 Brasil

Ernani Assis, da Century 21: A alta dos imóveis nos últimos 30 anos foi apenas um pouco superior à inflação

A recente valorização dos imóveis no Brasil impressiona pela rapidez. Em meia década, os preços passaram de patamares comuns a países em desenvolvimento a níveis bem próximos ou até superiores de economias ricas como os Estados Unidos – para desespero dos incrédulos que preferiram esperar mais para comprar. Apenas nos últimos 12 meses, a alta média nas sete principais capitais brasileiras foi de 30%, segundo o índice FipeZap.

Para a maior imobiliária do mundo, a Century 21, no entanto, é provável que os valores de venda comecem a se estabilizar daqui em diante. A empresa trabalha com o sistema de franquias, possui 8.800 pontos de venda em cerca de 70 países, emprega mais de 145.000 corretores e está no Brasil desde 2008. Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Ernani Assis, presidente da Century 21 no Brasil:

EXAME.com – Para onde vão os preços dos imóveis?

Assis – Acredito que agora vão se estabilizar. Houve uma correção muito rápida dos valores, que, em minha opinião, está ligada ao período de estagnação verificado nos anos anteriores. Isoladamente, a alta assusta. Mas quem olha para o que aconteceu no mercado nos últimos 30 anos vai perceber que o preço dos imóveis subiu 1,2 vez a inflação do período. Não acho que tenha sido uma alta exagerada nem que haja uma bolha.

EXAME.com – Mas em algumas metrópoles, os preços já estão mais altos que em importantes cidades americanas…

Assis – Quem compara os preços no Brasil e nos EUA pode chegar à conclusão simplista que aqui está caro, quando sabemos que há uma forte influência do câmbio nesses números. Além disso, o mercado imobiliário americano está em um momento especialmente ruim. Eu trabalhei 10 anos nos EUA e vejo um mercado que continua muito deprimido. É até uma boa oportunidade para os brasileiros que desejam ter um imóvel lá.

EXAME.com – Se os preços no Brasil não estão exagerados, por que as vendas de imóveis novos têm despencado em cidades como São Paulo?

Assis – O que está ocorrendo é uma queda nos lançamentos. Estimamos que o total de imóveis novos que serão oferecidos ao mercado tenha uma queda de 12% menor neste ano. Mas não acho que haja alguma ligação com um possível exagero nos preços. O problema é que quase não há bons terrenos nas maiores cidades do país. A incorporadora que comprar um terreno no Rio ou em São Paulo hoje vai pagar caríssimo. Mesmo que com um alta moderada de cerca de 17% no custo geral da construção nos últimos dois anos, o que a incorporadora tem que repassar ao comprador é um aumento bem maior devido aos terrenos. É esse o motivo que tem levado várias incorporadoras a botar o pé no freio e lançar menos. A oferta menor dá maior segurança às empresas de que conseguirão vender o que está sendo lançado.

EXAME.com – Esse problema é apenas do Rio e de São Paulo ou também pode ser observado em outros lugares?

Assis – As incorporadoras estão lentamente direcionando os negócios para outras cidades e regiões onde os preços praticados ainda cabem no bolso dos consumidores. No Nordeste, por exemplo, há um boom de lançamentos. Nossas lojas em Salvador, Recife e João Pessoa passam por um momento excelente. Todas as grandes incorporadoras, como Cyrela, PDG e Brookfield, estão lançando mais no Nordeste. Empresas e fundos europeus também têm aumentado a presença na região. Os europeus já dominavam a hotelaria no Nordeste, e agora têm avançado sobre a incorporação residencial. A maior incorporadora de João Pessoa é uma empresa suíça.

EXAME.com – Mas se os preços dos imóveis já não cabem no bolso dos consumidores em São Paulo e Rio, isso não reforça a percepção de bolha?

Assis – Não, o problema são mesmo os terrenos. Veja, por exemplo, os dados dos imóveis usados. A demanda continua firme, as vendas continuarão em alta neste ano. Não há bolha porque há demanda, principalmente entre a classe média. O Brasil tem um enorme déficit habitacional. O imóvel ainda é um sonho a ser realizado. A única demanda que já não é tão intensa é dos investidores. Nesse grupo, vejo um movimento de quem investia diretamente em ativos e agora prefere comprar quotas de fundos imobiliários. Acho que esse é um mercado que ainda vai se desenvolver muito no Brasil. Mas há dinheiro para os dois segmentos.

EXAME.com – Sem os investidores que vivem da renda de imóveis, os preços não podem começar a cair?

Assis – Da mesma forma que não vejo fortes aumentos de preço, também não acredito em desvalorização dos imóveis. O mercado imobiliário é muito estável. Para haver queda de preço, seria necessário que houvesse muita gente incapaz de pagar as prestações ou que simplesmente decidisse devolver o imóvel ao banco, como ocorreu recentemente nos EUA e na Europa.

EXAME.com – No Brasil, isso não poderia ocorrer?

Assis – Aqui não tem bolha do crédito porque os bancos são prudentes. Se alguém quiser tomar um empréstimo de 500.000 reais para comprar uma casa, por exemplo, terá de comprovar uma renda mensal bruta de 23.000 reais. Há uma seleção rigorosa de quem terá acesso aos recursos. Não é à toa que a inadimplência do crédito imobiliário gira em torno de 2% entre os bancos privados. Isso não é nada. A Caixa Econômica Federal até tem uma inadimplência maior devido a contratos que foram assinados há muitos anos, sob regras e circunstâncias diferentes. Mas a legislação atual dá grande segurança aos bancos.

EXAME.com – Especialistas acreditam que os recursos da caderneta de poupança que hoje são obrigatoriamente destinados a financiar a compra de imóveis vão se esgotar em 2012 ou 2013. Quando isso acontecer, não é possível que os preços caiam?

Assis – A fonte de financiamento para a concessão do crédito imobiliário é uma preocupação do mercado. Mas acho que cada banco vai buscar uma fonte de recursos própria em substituição à poupança. Alguns bancos estrangeiros trarão dinheiro barato do exterior para oferecer crédito no Brasil. Outras instituições farão operações de securitização, principalmente para garantir recursos para o financiamento da construção de imóveis. Se os juros realmente caírem como se espera, deve haver uma migração de recursos para a caderneta de poupança, o que será positivo para o financiamento imobiliário. Provavelmente, a maior parte dos recursos da poupança passará a financiar imóveis de até 500.000 reais que estão dentro do Sistema Financeiro da Habitação. E talvez o governo crie algum tipo de incentivo fiscal para a captação de recursos mais baratos para o setor. Independente da fonte dos recursos, eu acredito que não vai faltar dinheiro para o crédito imobiliário.

Fonte: Exame

GLOBAL PROPERTY GUIDE E EMBRAESP: O QUE ESPERAR DO PREÇO DOS IMÓVEIS?

Pesquisa recente divulgada pela Global Property Guide e pela Embraesp sinaliza que o preço dos imóveis no Brasil lidera o ranking mundial de valorização em 12 e 24 meses até setembro de 2010. Mesmo descontando a inflação do período, ainda assim o resultado permanece inalterado, mantendo os índices na frente do preço praticado em mercados com desempenho histórico invejável, tais como Hong Kong e Cingapura.

Uma das maneiras de responder a questão complexa acima é dividi-la em novas perguntas mais simples; se ainda assim não obtivermos a resposta, continuaremos com o processo até chegarmos juntos a perguntas simples o bastante para serem respondidas. Em caminho inverso, as respostas das perguntas mais simples irão formar a resposta da questão chave e penso, honestamente, que a questão merece a aplicação do método:

Existe uma “bolha” imobiliária?

Essa não é a primeira “pergunta mais simples” por acaso, até porque, se sua resposta fosse positiva teríamos que abandonar a ideia de projetar um cenário para a evolução dos preços tendo em vista que o comportamento de uma “bolha” não é apenas baseado em fundamentos econômicos e sendo assim, ela é imprevisível.

Em 1990 Stiglitz (1) definiu a bolha: se a razão pela qual o preço é alto hoje decorre apenas da crença dos investidores ou compradores de que o preço de venda será maior amanhã – quando os fundamentos não parecem justficar tal preço – então uma bolha existe.

A formação das bolhas está, portanto, diretamente atrelada ao fator comportamental, já que os indivíduos abandonam a análise racional para seguir aquilo que seus pares estão fazendo. Recente, a crise imobiliária norte americana está viva em nossa memória e deve ser tratada como de fato é: a bolha. É fundamental lembrar que o catalisador dessa bolha não foi o mercado imobiliário em si, e sim a avidez do sistema financeiro estadunidense por ativos de risco e como alternativa às baixas taxas de juros definidas pelo Fed(2) para combater a recessão em 2001, após os ataques terroristas de 11 de setembro. É notório o restante da história: empréstimos subprime, falta de critério na concessão do crédito, agências de risco atribuindo classificação AAA aos papéis, resultando em oferta de crédito abundante, sem regulação e com demanda não sustentável por ativos – especialmente imóveis.

A situação em nosso país não guarda semelhança alguma com o que ocorreu nos Estados Unidos. Nosso sistema financeiro é regulado e o Banco Central monitora os dados das instituições através da central de risco. Exemplo concreto são os depósitos compulsórios utilizados como instrumento para dar liquidez ao sistema em 2008. Enquanto nos Estados Unidos praticamente a totalidade do crédito imobiliário está baseado na securitização de recebíveis, no Brasil, essa participação representa pouco mais de 10%, sendo que a parte majoritária ainda é atendida por financiamento bancário.

O processo de concessão de crédito no Brasil evita financiar o imóvel em sua totalidade. Em 2010, por exemplo, apenas 2,5% dos mutuários apresentavam três ou mais parcelas em atraso. Tendo em vista que o crédito imobiliário representa apenas 3% do PIB, é possível considerar como mais provável a hipótese de que uma eventual crise no mercado imobiliário jamais contamine o sistema financeiro do país.

Sendo assim, devo pontuar que não há sinal de bolha imobiliária. Inicialmente porque falta o catalisador ideal que é a oferta ostensiva de crédito para turbinar a demanda. Além disso, a elevação do preço dos imóveis está relacionada diretamente ao aumento da demanda, tema explorado na questão a seguir:

Qual o comportamento esperado para a demanda por imóveis?

Existem dois fatores relevantes que apontam para um crescimento sustentável da demanda:

• A pirâmide etária da população brasileira revela que já estamos deixando a fase de expansão e iniciando, predominantemente, o processo de amadurecimento e envelhecimento da população. Tal deslocamento em direção ao topo da pirâmide irá contribuir para um crescimento contínuo do público consumidor de imóveis nos próximos quinze anos.

• O fator mais importante para avaliar a demanda por imóveis é o comportamento esperado para a renda. A expectativa para os próximos cinco anos é de que a renda das famílias cresça a taxas maiores do que as observadas nos cinco anos anteriores, consolidando a expectativa de um PIB mais elevado. A manutenção das taxas de desemprego em contínua desaceleração, acredito, reforça o cenário positivo.

Qual o comportamento esperado para a oferta?

Existe gap entre a demanda e a oferta, inerente ao nosso segmento, em função do longo ciclo de preparação de um produto imobiliário (da prospecção do terreno ao lançamento). O risco associado a esse gap é de haver instabilidade do cenário adotado para a demanda e/ou para a oferta em uma região e para a tomada de decisão na compra do terreno – oito meses depois, quando o produto for lançado, é possível encontrar um cenário consideravelmente diferente do inicial.

Uma característica que potencializa o efeito dessa leitura assíncrona entre a demanda e a oferta é o aumento da escala dos empreendimentos. Creio que a hipótese mais plausível para o comportamento da oferta é de que ela tende a suprir a demanda, mas com tendência à ocorrência de sobreoferta de produtos mais especificamente em algumas regiões.

E finalmente…

O movimento e o atual comportamento no preço dos imóveis definitivamente não podem ser classificados como bolha. Há fundamentos econômicos e mercadológicos sólidos que demonstram o crescimento atual da demanda e sua tendência a prosseguir evoluindo no longo prazo, impulsionada pelo aumento da renda dos brasileiros.

Ressalto que uma considerável parcela do aumento no preço dos imóveis está relacionada ao crescimento real e sucessivo do custo de insumos e mão de obra. Nos últimos vinte e quatro meses a variação acumulada de qualquer índice setorial da construção civil foi superior à variação do IPCA e o preço dos terrenos igualmente apresentou crescimento real.

Em 2011 e em 2012 o comportamento do preço dos imóveis deverá prosseguir com viés de alta, especialmente para empreendimentos voltados tanto ao segmento econômico quanto à classe média, e isso ocorre em função do crescimento mais expressivo na renda dessas classes em especial.

Poderemos observar também a ocorrência de equívocos no dimensionamento da oferta em algumas micro-regiões, que demandarão investimento adicional em estratégias de mercado, comunicação e uma política comercial notadamente mais agressiva, podendo resultar até mesmo em redução dos preços inicialmente estabelecidos.

O cenário em nosso setor prossegue sendo otimista e há pilares para acreditarmos que haverá espaço para crescimento real, fortalecido pela soma do crescimento da indústria e do setor de prestação de serviços. Juntos, os mais importantes segmentos da economia aos poucos nos revelam um país economicamente atraente e no qual valerá investir durante a próxima década.

(1)Joseph Eugene Stiglitz, economista norte americano. Foi presidente do Conselho de Assessores Econômicos durante o governo Bill Clinton entre 1995 e 1997. Vice-presidente Sênior e economista chefe para políticas de desenvolvimento do Banco Mundial. Laureado com o Prêmio de Ciências Econômicas, em 2001 “por criar os fundamentos da teoria dos mercados com informações assimétricas”.

(2)A Reserva Federal dos Estados Unidos da América (em inglês oficialmente Federal Reserve System), conhecido simplesmente como Federal Reserve ou informalmente como The Fed.

Fonte: Eduardo Quiza/Incorporação Imobiliária
Engenheiro civil e diretor de incorporações da Invespark