sábado, 28 de julho de 2012

URBAMAIS PROPERTIES E PARTICIPAÇÕES LANÇARÁ O PRIMEIRO LOTEAMENTO EM 2013


A empresa MRV Engenharia entrou no segmento de loteamentos com a criação da Urbamais Properties e Participações. A nova loteadora teve um aporte de capital no valor de R$ 50 milhões, sendo R$ 30 milhões da MRV e R$ 20 milhões dos controladores da incorporadora.

A partir do ano que vem, a Urbamais poderá ter um sócio estratégico, assim como a Log Commercial Properties, braço da MRV focado em ativos para renda. Quando criada, a empresa também recebeu aportes da incorporadora e seus controladores e posteriormente, ganhou como sócio o fundo de private equity Starwood Capital.

A Urbamais atuará em lotes residenciais para a classe média e loteamentos comerciais e industriais para incorporadoras ou clientes finais. A expectativa da empresa é de que o banco de terrenos com projetos aprovados até 2014 alcance 60 milhões de m², correspondendo a R$ 5,4 bilhões do Valor Geral de Vendas (VGV). A loteadora comprará áreas com mais de 300 mil m² em cidades com população maior de 200 mil habitantes.

Apesar de já existirem opções de compra de áreas, nenhum terreno foi adquirido, já que a Urbamais não havia sido lançada oficialmente. O primeiro loteamento da empresa deve ser lançado em Araraquara, interior de São Paulo, no primeiro semestre de 2013.
A loteadora, com sede de Belo Horizonte, Minas Gerais, atuará em todo o território nacional, exceto na região Norte, que possui baixa densidade demográfica.

Fonte: Aline Rocha / PINIweb

BAHIA: MERCADO DÁ SINAIS POSITIVOS, MAS LOUOS ATRAPALHA

O mercado imobiliário baiano voltou a dar sinais positivos de vendas, agora na entrada do segundo semestre, período já consagrado como o melhor para o setor, embora uma ampla recuperação ainda esteja longe de ser confirmada.

Nessa retomada destacam-se os empreendimentos diferenciados, voltados para públicos específicos e aqueles que oferecem algumas condições para o consumidor.

Mantido o ritmo de comercialização, até o final do ano o estoque de imóveis prontos terá baixado e muito, uma vez que praticamente até agora não tivemos lançamentos e dificilmente o quadro deverá mudar. Juros baixos e em tendência de queda, pelo menos é o que sinaliza o Banco Central e também o comportamento dos bancos oficiais, Caixa e Banco do Brasil, no que diz respeito ao crédito imobiliário e nas demais carteiras de financiamento, torna a aquisição de imóveis vantajosa, não fosse o alto endividamento das classes médias, o que lhes tira o poder de compra, principalmente para contrair dívida de longo prazo, como é o caso do financiamento imobiliário, e a retomada das vendas estaria com, maior velocidade.

Por seu turno, os investidores começam a apostar em imóveis para se proteger das taxas negativas e de pouco rendimento que o mercado financeiro vem exibindo. Comportamento esse já esperado, face à conjuntura internacional tanto do lado dos americanos, como dos europeus, e que tem refletido negativamente aqui no Brasil.

O economista Nouriel Roubini, que se tornou conhecido como Dr Apocalipse, em seu recente artigo no jornal britânico The Guardian, disse que a economia americana ficará travada por um bom tempo, além de apontar a piora da crise na zona do euro, um pouso forçado da China e o risco de alta do preço do petróleo e desaceleração nos países emergentes.

Ao mesmo tempo em que as vendas do mercado imobiliário baiano dá sinas de recuperação, há uma preocupação de incorporadores e construtores com relação a obtenção de alvarás para construção, face ao imbróglio da LOUOS, até agora não resolvido e que pode se encaminhar para o longo prazo, sem que se chegue a um acordo sobre a questão. Não há como se projetar um empreendimento sem ter a garantia jurídica de que amanhã não será contestado.

O mercado imobiliário baiano passa por um momento inusitado. As vendas dão sinais de fôlego, o estoque começa a baixar, as condições de comercialização são boas, mas a reposição dos lançamentos está travada. Se os estoques baixarem demasiadamente e a escassez de lançamento continuar, por certo teremos uma elevação de preço e mão de obra flutuando.

Fonte: Luiz Augusto Amoedo / Tribuna da Bahia

CRECI ESCLARECE: CORRESPONDENTE BANCÁRIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

GARANTIAS LOCATÍCIAS



Palestrante: Sylvio Capanema

CRECI-BA PROMOVE O XV FÓRUM IMOBILIÁRIO


Clique no link abaixo para acessar a página com as informações:

DIVULGAÇÃO: 8º. CONGRESSO DE DIREITO E DO MERCADO IMOBILIÁRIO


Nos dias 9 e 10, acontece o 8º Congresso de Direito e do Mercado Imobiliário, em Florianópolis. O evento, que será no auditório da OAB-SC, é voltado à geração de negócios da área, visando promover e expandir as oportunidades no cenário estadual. Palestras e seminários com especialistas no ramo fazem parte da programação.
O objetivo do congresso é proporcionar aos profissionais da área a disseminação de conhecimentos, o compartilhamento de experiências e analisar opções de investimentos que possam contribuir para o aperfeiçoamento do setor. "O encontro também visa ampliar a rede de relacionamento profissional dos participantes", afirma Alexandre Lopes da Rosa, presidente da Casa da Cultura Jurídica e um dos organizadores do congresso.
Neste ano, o evento aborda temas relevantes ao segmento e as ações do congresso foram definidas para viabilizar essas reflexões. São elas: Estatuto das Cidades; figuras da SCP (Sociedade por Conta de Participação) e SPE (Sociedade de Propósito Específico) na construção civil; aspectos controversos sobre terrenos de Marinha; responsabilidade civil dos notários e registradores; e áreas de preservação permanente.
Promovido pela Casa da Cultura Jurídica, Iasc e Unisul, o encontro tem como público-alvo advogados, empresários da construção civil, corretores de imóveis e administradores de condomínios. Outros profissionais interessados em mercado imobiliário também podem participar, como juízes, promotores, servidores públicos, cartorários e representantes do Legislativo e Executivo, além de acadêmicos de direito e representantes de associações.
Por ter parceria com a OAB-SC, Creci-SC, Sinduscom, Secovi e Sindimóveis, o evento oferece descontos na inscrição para advogados, corretores de imóveis e profissionais registrados nas instituições competentes, assim como para os estudantes da área. As pré-inscrições podem ser feitas no site da Casa da Cultura Jurídica (www.casadaculturajuridica.com.br), que também apresenta a programação preliminar do encontro. O congresso tem patrocínio de SC Imóveis e Ibrep.

INVESTIDOR: MESMO COM CENÁRIO MAIS FRACO, VALE A PENA INVESTIR NO SETOR IMOBILIÁRIO?


Vendas e lançamentos menores, atraso na entrega dos empreendimentos, aumento dos estoques de terreno. A nova temporada de balanço das construtoras do ramo imobiliário tende a reforçar que 2012, de fato, não será marcado por bons resultados - ainda mais porque o segmento vem sendo afetado pelo desaquecimento da economia brasileira desde o final do ano passado.
Ainda assim, é possível lucrar apostando nas ações dessas empresas? Na comparação de desempenho dos papéis listados na bolsa, algumas incorporadoras se destacam positivamente no consolidado de 2012, resgitrando valorização de mais de 30% entre 1º de janeiro e 27 de julho.
Esse é o caso de algumas construtoras menores, como a EzTec (EZTC3) e a Helbor (HBOR3), que acumulam ganhos de 34,9% e 32,9% no ano. "É preciso analisar as opções do mercado e escolher bem para conseguir lucrar neste setor, fortemente afetado pelas incertezas da economia doméstica", apontam os analistas da Coinvalores.
Ainda assim, é um setor de risco. "O acionista precisa ter ciência que o setor imobiliário é muito volátil, pois possui um ciclo de capital muito grande. Os riscos, portanto, são muito mais elevados do que de empresas como as do segmento de energia, por exemplo".

Destaques de alta
São as companhias de menor porte que apresentaram as melhores margens nos últimos balanços (veja quadro abaixo). "Esse segmento ainda possui níveis de vendas e lançamentos elevados, o que significa que os investidores podem esperar resultados acima da média no segundo e terceiro trimestres de empresas como a Eztec e a JSHF, por exemplo", complementam.
Já empresas como Rossi (RSID3), PDG (PDGR3), Gafisa (GFSA3) e Brookfield (BISA3) acumulam fortes quedas de 46,8%, 41,4%, 43,5% e 38,7% em 2012 - até fechamento de 27 de julho.
A equipe da corretora destaca que as construtoras, no geral, estão aguardando sinais de melhora para voltar ao volume de lançamentos do passado. "O foco agora é garantir geração de caixa, pois não há um problema de demanda - ainda bastante reprimida, o que dá muita margem para que o setor cresça no futuro", explica.
Para este ano, contudo, as perspectivas ainda são de manutenção de resultados mais fracos. "A Gafisa e a PDG vem enfrentando problemas de execução de obras e perdas com processos judiciais, mas devem registrar um segundo semestre menos ruim somente por conta da base depreciada de comparação", pondera a Coin Valores.
Confira o desempenho das construtoras no balanço do primeiro trimestre - e na BM&FBovespa - e escolha as melhores opções de investimento para este ano. 

Empresa Ações na bolsa
em 2012*
Lucro Líquido
(em R$ mi)
Margem Líquida Margem Ebitda Lançamentos** Vendas contratadas** Estoque (R$ bi)
EzTec +34,89% 78 42% 40%  -68%  -36%  4,5
Camargo
Corrêa
+34,0% 7 2% 9% 51%   -53%  8,1
Helbor +32,95% 52 17% 21%  295%  54%  6,7
JHSF +14,63% 50 23% 33%  429%  52%  10,8
Even +2,35% 54 10% 15%  85%   42%  5,0
MRV +1,07% 116 12% 15%  -38%  -2%  18,3
Cyrela -2,87% 118 8% 13% -25%  14% 43,4
Direcional -6,75% 51 16% 17%  -36%  -24%  6,9
Rodobens -8,25% 24 10% 17%  43%  -23%  7,1
Trisul -12,63% 3 2% 8%  -100%  -39%  1,2
Cr2 -27,7% -11 -33% -19%  0%  -53%  3,0
Tecnisa -29,74% -11 -4% -1%  -100%  -54%  8,2
Brookfield -38,73% 4 1% 9%  -18%  25% 17,0
Gafisa -43,45% -32 -3% 6%  -10%  -8%   16,8
PDG -41,37% 32 2% 7%  -37%  5%  26,1
Rossi -45,75% 44 6% 12%  -29%  -17%  21,0
Média do Setor  32 6% 12% -29%  -8% 9,8
*Até o fechamento do último dia 26 de julho.
**Resultado do 1º trimestre de 2012 em comparação ao mesmo período do ano passado.
Fonte: Balanço das companhias e analistas de mercado

Fonte: InfoMoney