segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O GOOGLE STREET VIEW NO SETOR IMOBILIÁRIO BRASILEIRO


Ferramenta que causou polêmica em outros países começa a ser usada no Brasil na negociação de imóveis.

O Google Street View - recém chegado ao Brasil – já começou a ser usado em portais do setor imobiliário. O portal VivaReal passou a integrar a ferramenta com anúncio de imóveis no início deste mês de outubro. “Ao procurar um imóvel para comprar ou alugar, agora você pode simular uma caminhada ao supermercado, conhecer a região, o bairro, a vizinhança”, comenta Fábio Santos Procópio, Relações Públicas do VivaReal.

As imagens do Google Street View são capturadas por câmeras instaladas dentro de veículos que percorrem as regiões a serem registradas. No Brasil, o registro é feito, por enquanto, em 51 cidades, entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Este serviço da Google foi criado em 2007 e está presente em 29 países.

O VivaReal trabalha integrado a esta ferramenta no Brasil, nos Estados Unidos e no México. Nestes dois últimos países, a Google tem somado processos por divulgar imagens de pessoas e placas de veículos nas fotografias. Mas os administradores do portal não estão muito preocupados com este tipo de problema aqui. Segundo Thomas Floracks, co-fundador do VivaReal, o brasileiro vê a ferramenta como oportunidade e não como ameaça. Para ele, como o Google já está retirando do ar imagens que supostamente não poderiam ser mostradas , os problemas em território brasileiro serão bem menores do que em outros países.

Sobre o Google Street View no Brasil:

O Google começa a mostrar imagens em mapas capturadas nas ruas de três grandes regiões metropolitanas do Brasil com o serviço Street View, integrado ao Google Maps. Segundo a empresa, foram percorridos mais de 150 mil quilômetros de vias em 51 municípios.

As cidades iniciais do Google Street View no Brasil incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e suas áreas metropolitanas, como São Bernardo do Campo, Campinas, Niterói e Curvelo, além da região histórica de Minas Gerais (Congonhas, Mariana, Tiradentes, Diamantina, São João Del Rei e Ouro Preto).

O novo nível de mapas, de acordo com Marcelo Quintella, gerente de produtos do Google Brasil, entra no ar aos poucos, com previsão de todos os usuários conseguirem ver as imagens de navegação no nível da rua até o fim do mês de outubro.

Imagens de usuários de locais como o Cristo Redentor, por exemplo, complementam a informação nos mapas. O Google Street View pode ser visto direto no endereço maps.google.com e em smartphones com navegador completo, como BlackBerry, Android e iPhone.

A primeira fase do Google Street View no Brasil foi feita em parceria com a montadora Fiat, que forneceu os veículos que foram equipados com câmeras para percorrer as cidades. Agora, em uma nova fase, um triciclo (uma bicicleta adaptada, na verdade) vai percorrer os locais onde os carros não têm acesso.

Para aumentar a interação com o Google Street View, o Google vai colocar no ar um site especial (www.exploreostreetview.com.br) para ver sugestões de locais já com o Street View e ainda vai aceitar sugestões dos visitantes para novos locais onde o triciclo deve visitar.

Uma votação dos internautas vai definir os novos locais a serem fotografados.

O Google diz ter como objetivo levar todo o Brasil para o Street View. O próximo passo, diz Quintella, são as grandes capitais e suas regiões metropolitanas.

Concurso distribuirá smartphones com Android

O Google lançou também o concurso "Encontre o Pegman", o popular boneco amarelo do Google Street View. Ele ficará escondido por um dia nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, para ser encontrado pelos internautas que navegam pelo serviço. Serão dadas pistas de seu paradeiro no Twitter (@googlebrasil) e no blog oficial do Google (googleblog.blogspot.com).

Quem encontrar o boneco, deve mandar o link do Google Maps para um endereço que estará no site (www.exploreostreetview.com.br) e passará a concorrer a 20 smartphones com sistema operacional Android.

REDES SOCIAIS: FALHA EXPÕE DADOS PESSOAIS DE USUÁRIOS DO FACEBOOK


Dez dos aplicativos mais populares do Facebook estão transmitindo informações pessoais dos usuários para empresas de publicidade e de rastreamento online, de acordo com uma denúncia feita pelo Wall Street Journal.

O problema afetaria mais de 10 milhões de usuários desses aplicativos, incluindo pessoas que ajustaram suas configurações de privacidade em níveis sigilosos. A prática estaria ferindo as regras do Facebook e levanta questões sobre a habilidade do site em manter segura as atividades dos usuários.

Mark Venal, porta-voz de desenvolvimento da empresa, disse em comunicado que o Facebook está trabalhando em uma nova tecnologia para conter a falha, embora não se saiba desde quando esse problema existe.

"O ID do usuário pode estar sendo incorretamente compartilhado pelo browser dos usuários ou por um aplicativo. Porém o conhecimento deste ID não permite que as informações privadas de um usuário sejam acessadas", afirma Venal.

O WSJ apurou que entre os 10 aplicativos mais populares e que estão transmitindo dados, se encontram os jogos FarmVille, FrontierVille e Texas HoldEm Poker. E muitos dos aplicativos ficaram indisponíveis para os usuários depois da denúncia do jornal. Este será um grande desafio para o Facebook: encontrar uma forma de policiar e controlar o acesso dos mais de 550 mil aplicativos disponíveis hoje na rede social.

domingo, 17 de outubro de 2010

QUANDO UM IMÓVEL COMERCIAL É O MELHOR INVESTIMENTO


Especialistas dizem que imóveis comercias têm rentabilidade maior e inadimplência menor que residenciais, mas também há desvantagens.

Há alguns anos, entrar no mercado de locação de imóveis comerciais era umas das piores estratégias para investidores. Mas o cenário mudou. A economia vai bem, os juros estão menores e as empresas têm feito fila para locar os espaços mais cobiçados. No entanto, as incógnitas sobre as vantagens da locação de imóveis comerciais em relação aos residenciais ainda persistem enquanto as diferenças de mercado entre as regiões dificultam a elaboração de uma resposta padrão para esse tipo de negócio.
A estratégia para resolver o dilema é recorrer a uma equação básica para as decisões de todo investidor. "As melhores oportunidades de investimento são resultado da interação entre as melhores condições de segurança, rentabilidade e liquidez", afirma André Rosa, diretor de vendas e investimentos da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle.
Geralmente, quando a variável em questão é rentabilidade, a locação de imóveis comerciais dispara na frente. Em média, os rendimentos na cidade de São Paulo, segundo Daniel Nader, diretor de investimentos da Cushman & Wakefield, variam de 0,8%a 1,1% sobre o preço do imóvel. A receita dos alugueis residenciais, por sua vez, alcança o percentual de 0,6%. Essa diferença, contudo, muda conforme a área de localização do imóvel. É possível que, em algumas regiões, seja mais rentável optar por investimentos em propriedades residenciais.
O perfil do locador dos dois tipos também deve pesar na decisão. "Quando você aluga para empresas, as garantias de crédito são de melhor qualidade", afirma Nader. Além disso, os contratos são firmados com uma duração bastante superior aos dos imóveis residenciais. Enquanto nas residências, a locação dura, em média, dois anos, nos empreendimentos comerciais, esse período varia de 5 a 10 anos. "O inquilino comercial dificilmente vai querer perder aquele ponto. No caso das residências, o perfil das famílias muda muito com o tempo e isso influencia no tipo de imóvel escolhido para morar", diz.
Ao mesmo tempo, as facilidades de financiamento e a expansão do mercado imobiliário no país têm levado muitos brasileiros a se livrar do aluguel e conquistar a casa própria. Já no mercado de imóveis comerciais, o movimento é oposto. As empresas estão deixando a cultura de ter sede própria e migrando para o sistema de locação. "No passado, as companhias investiam em imóvel próprio porque não havia oportunidades interessantes no mercado. Hoje, isso deixou de ser vantajoso", afirma Nader.
Por isso, as operações de sale and lease back, por exemplo, têm se tornado corriqueiras no Brasil. Neste sistema, as empresas vendem suas propriedades para depois alugá-las elas mesmas. "Além de proporcionar giro de capital, o aluguel pode garantir descontos nos tributos cobrados das companhias", diz o diretor de investimentos da Cushman & Wakefield. Outra estratégia que tem caído no gosto do mercado imobiliário são as operações de build to suit, pelas quais os investidores constroem imóveis sob medida para as companhias e depois locam por contratos que se estendem por períodos que podem variar entre 10 e 20 anos. Segundo Rosa, da Jones Lang LaSalle, esta estratégia traz menos riscos para o investidor que decide construir o imóvel. Mas, por outro lado, a operação pode limitar a rentabilidade da locação com o tempo. Isso porque até o imóvel ficar pronto, a região pode se valorizar acima do valor estabelecido em contrato antes da construção.

Fuja das crises

Para que o negócio de locação de imóveis comerciais não fique vulnerável às oscilações econômicas, é preciso tomar alguns cuidados. "Existem algumas ruas mais setorizadas. Se a área de empresas que ela abriga sofre uma crise, seu investimento pode estar em risco", diz Nader.
Um exemplo clássico para este problema aconteceu na ilha de Manhattan, em Nova York, famosa por abrigar as principais instituições financeiras dos Estados Unidos. Com a crise econômica de 2008, que levou uma porção de bancos e companhias à falência, o mercado imobiliário do distrito também despencou. Em 12 meses, de acordo com dados da Cushman and Wakefield’s, os espaços disponíveis para alugar aumentaram em 72% na região.
Isso, contudo, não é motivo para se assustar. "Nossa situação doméstica é muito boa. Temos uma classe emergente que está passando a consumir e isso está dando uma gasolina para a economia", afirma o diretor de vendas e investimentos da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle. Como consequência, o otimismo do mercado é facilmente transferido para os negócios imobiliários.

Os mais cobiçados

A boa maré econômica, contudo, não é suficiente para garantir o sucesso do investimento em imóveis comerciais. De acordo com o diretor de investimentos da Cushman & Wakefield, propriedades que comportem companhias de médio e grande porte são a melhor opção. "Nossa percepção é que imóveis com perfil mais corporativo têm um risco de crédito melhor", afirma. Segundo ele, imóveis de no mínimo 250 metros quadrados atraem inquilinos mais estáveis com perspectivas de contratos de longo prazo.
Rosa, da Jones Lang LaSalle, ressalta a infraestrutura do condomínio como essencial para conquistar este perfil de locatário. "A quantidade de vagas de garagem, por exemplo, é um atributo importante. Estipula-se que cada 30 metros quadrados de escritório devem corresponder a uma vaga de estacionamento", afirma. Além disso, de acordo com ele, a distância entre o piso e o forro do imóvel deve ter cerca de 2,80 metros. A altura elevada deve-se à necessidade de possibilitar a passagem de fios e a tubulação do ar condicionado.
A localização é outro fator que deve pesar na escolha do imóvel. Locais que tenham boa infraestrutura de transporte e de alimentação ganham pontos para os candidatos à locação. "È importante também pesquisar qual o perfil da região para decidir o tipo de imovel que vai ser comprado. Em algumas áreas, há demanda para mais escritórios, enquanto em outros os galpões são os mais procurados", afirma Rosely Hernandez, gerente-geral de locações e vendas da Lello Imóveis.

Fonte: Portal Exame

BARRA É A ÚNICA REPRESENTANTE NORDESTINA NO RANKING DAS ÁREAS RESIDENCIAIS MAIS VALORIZADAS DO PAÍS


10. BARRA - Salvador - Bahia
Os bairros residenciais mais caros do Brasil
Levantamento do Ibope Inteligência encomendado pela revista EXAME mostra onde o metro quadrado é mais salgado para quem compra um imóvel novo.

De um lado, o oceano atlântico, de outro a Baía de Todos os Santos.


Guardado pelo Farol da Barra, o tradicional bairro da Barra, em Salvador, esbarra no mesmo problema da Zona Sul carioca: falta de terrenos em uma área residencial de classe alta. Não por menos, o metro quadrado de 5.825 reais faz da Barra a única representante nordestina, ocupando o 10º. lugar no ranking da áreas residenciais mais valorizadas do país. Quem mora no bairro conta com uma completa rede de infraestrutura, que vai de shoppings a hospitais, passando por bares e pequenos comércios. E é no carnaval que as avenidas da orla ganham o país, com a passagem dos blocos pelo tradicional circuito Barra-Ondina.

EXAMES DE SUFICIÊNCIA: INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL E FORMAL


No dia 29 de abril, a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, em apreciação conclusiva, o Projeto de Lei nº 559, de 2007, do Deputado Joaquim Beltrão, que pretende autorizar a realização de exames de suficiência por todo e qualquer Conselho de Fiscalização Profissional, como requisito para a obtenção do registro pelo bacharel formado por uma instituição de ensino superior. Esse projeto determina, ainda, que caberá a cada Conselho a competência para regulamentar o seu Exame.
A apreciação conclusiva significa que essa decisão, da Comissão de Trabalho, valerá como se fosse uma decisão do plenário da Câmara dos Deputados, “salvo se houver recurso de um décimo de seus membros, nos termos do §1º do art. 58 da Constituição Federal. Esse recurso, de acordo também com o § 1º do art. 58 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, poderá ser apresentado “dentro de cinco sessões (…) após a publicação do projeto e dos respectivos pareceres”. Em caso contrário, se não houver recurso, a redação final do projeto será aprovada pela Comissão, para o seu encaminhamento ao Senado Federal.
A aprovação desse projeto, coincidentemente dois dias antes do Dia do Trabalho, constitui um verdadeiro atentado contra uma cláusula pétrea, a da liberdade de exercício de “qualquer trabalho, ofício ou profissão” (CF, art. 5º, XIII) e corresponde a mais uma tentativa da Ordem dos Advogados do Brasil de estender o seu Exame de Ordem às outras categorias profissionais, como forma de justificar e fortalecer a sua existência. Se esse projeto for aprovado, todos os Conselhos de Fiscalização Profissional receberão do Congresso Nacional, eleito por esses mesmos trabalhadores, uma “carta branca” para que possam criar “exames de suficiência”, semelhantes ao da OAB, com a finalidade de supostamente avaliar a qualificação profissional de todos os bacharéis formados por nossas instituições de ensino superior.
Evidentemente, se esse projeto for aprovado, o Exame de Ordem da OAB deixará de atentar, em parte, contra o princípio da isonomia, porque deixará de ser aplicado apenas aos bacharéis em direito, embora apenas aos novos bacharéis em direito, formados após 1.996. Se esse projeto for aprovado, todos os Conselhos Profissionais poderão regulamentar e aplicar os seus próprios exames, para supostamente “resguardar a sociedade” contra os maus profissionais, e também para resguardar, na realidade, o mercado de trabalho dos profissionais já inscritos nesses conselhos.
No entanto, mesmo que desapareça o atentado contra a isonomia, porque todos os Conselhos Profissionais poderão ter os seus exames de suficiência, mesmo assim esses exames serão inconstitucionais, sob dois enfoques: o material e o formal.
Qualquer exame de suficiência, efetuado por um conselho de fiscalização profissional, para supostamente “comprovar se o profissional recém saído da faculdade está realmente capacitado para exercer a sua profissão”, será materialmente inconstitucional, porque não compete a qualquer conselho federal de profissão regulamentada avaliar a qualificação profissional do bacharel, já diplomado por uma instituição de ensino superior. O conflito, neste caso, será com as normas dos art. 205 e 209 da Constituição Federal.
De acordo com o art. 205, o ensino qualifica para o trabalho: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
De acordo com o art. 209, “O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições: I- cumprimento das normas gerais da educação nacional; II- autorização e avaliação de qualidade pelo poder público”.
Não resta dúvida, assim, de que o ensino qualifica para o trabalho, e se o bacharel já foi diplomado por uma instituição de ensino superior, não poderia uma corporação profissional, através de um exame de suficiência, negar essa qualificação.
É evidente, portanto, que esses Exames de Suficiência serão materialmente inconstitucionais, em face desses artigos, e porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seus arts. 2º, 43 e 48, afirma também que a educação qualifica para o trabalho, que a educação superior forma diplomados aptos para a inserção em setores profissionais e que os diplomas provam a qualificação profissional.
O art. 209 da Constituição Federal é muito claro, também, quando determina que a autorização e a avaliação de qualidade do ensino devem ser feitas pelo poder público, e não pela OAB, ou por qualquer outro conselho profissional.
É impossível, portanto, que alguém pretenda defender, juridicamente, o Exame da OAB, ou qualquer outro Exame de Suficiência. O máximo que os seus defensores podem dizer é que esses Exames são necessários, apesar de inconstitucionais, devido à proliferação dos cursos de baixa qualidade. O mesmo tipo de argumento, aliás, de todos os golpes de Estado. É o argumento da força, e não o argumento jurídico. É o mesmo argumento do golpe de 64: era preciso afastar os comunistas, o que foi aplaudido, na época, aliás, pelo Conselho Federal da OAB, que como recompensa teve vários de seus dirigentes nomeados pelos Generais para o Supremo Tribunal Federal e para outros cargos.
Mas esses Exames, que o PL nº 559/2007 pretende autorizar, serão também formalmente inconstitucionais, porque o poder regulamentar não pertence, nem pode ser delegado, por quem quer que seja, a qualquer Conselho Profissional. De acordo com o art. 84, IV, da Constituição Federal, compete privativamente ao Presidente da República regulamentar as leis, para a sua fiel execução.
Ressalte-se, finalmente, que a batalha de Davi e Golias do MNBD (Movimento Nacional de Bacharéis em Direito), contra o Exame de Ordem, está sendo desenvolvida, também, perante o Supremo Tribunal Federal, que já decidiu, em 11.12.2009, pela repercussão geral de um recurso extraordinário (RE603583-RS), cujo Relator é o Ministro Marco Aurélio. Espera-se, apenas, que no exame do mérito o Supremo Tribunal Federal tenha a coragem de julgar de acordo com a Constituição, atropelando assim os interesses espúrios dos dirigentes da OAB.

Deve ser dito, ainda, que no Senado Federal tramita, desde 03.03.2010, uma Proposta de Emenda à Constituição – PEC nº 1/2010, que torna os diplomas de instituições superiores comprovantes de qualificação profissional para todos os fins, eliminando, assim, de uma vez por todas, qualquer dúvida a respeito da possibilidade da existência de todo e qualquer Exame de Ordem, ou Exame de Suficiência, supostamente destinado a avaliar essa mesma qualificação profissional.

Fonte: Fernando Lima
Professor de Direito Constitucional
http://www.profpito.com


Tramitação da PEC nº. 1/2010
- 03/03/2010 PLEG - PROTOCOLO LEGISLATIVO Ação: Este processo contém 05 (cinco) folhas numeradas e rubricadas.
- 03/03/2010 ATA-PLEN - SUBSECRETARIA DE ATA - PLENÁRIO Ação: Leitura.
À Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.
Publicação em 04/03/2010 no DSF Página(s): 5424 - 5427 ( Ver Diário )
Textos: Avulso da matéria
- 04/03/2010 CCJ - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania Situação: AGUARDANDO DESIGNAÇÃO DO RELATOR-Ação: Recebido nesta Comissão.
Matéria aguardando distribuição.
- 18/03/2010 CCJ - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania Situação: MATÉRIA COM A RELATORIA-Ação: Distribuído ao Senador Demóstenes Torres, para emitir relatório.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

BRASIL BROKERS FAZ PARCERIA COM HSBC PARA CRÉDITO IMOBILIÁRIO














A Brasil Brokers anunciou na madrugada desta sexta-feira parceria com o HSBC para financiamento imobiliário. O acordo tem prazo de cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco. A instituição financeira pagará à companhia uma comissão por cada operação de crédito acertada durante a parceria.

"O HSBC realizará o pagamento em parcelas do valor de R$ 45 milhões para a Brasil Brokers a título de antecipação de comissões pelo prazo original do contrato", informou a Brasil Brokers em comunicado ao mercado.

No primeiro semestre, a Brasil Brokers teve vendas contratadas de R$ 7,2 bilhões. O grupo, mantém presença em 15 Estados do país e no Distrito Federal, contando com uma força de vendas de mais de 12 mil corretores. No Brasil, o HSBC está presente em 564 municípios com mais de 5,7 milhões de clientes.

Na Bahia, a Brasil Brokers se faz presente com duas empresas do grupo, a Brito & Amoedo e a Triumphe.

15 OUTUBRO DIA DO PROFESSOR!


UM ABRAÇO A TODOS OS COLEGAS,
ABNEGADOS OPERÁRIOS DA SEARA DO SABER.


No Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro. Temos um motivo histórico do porquê desta data. Em outros países, é comemorado em datas diferentes.

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro 1º baixou um decreto imperial que criou o ensino elementar no Brasil: “Todas as cidades, vilas e lugarejos devem ter suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de descentralização do ensino, salário dos professores, as matérias básicas e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.

Somente em 1947, 120 anos após o decreto, ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola, conhecida como Caetaninho. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1º de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro fosse dia 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos levavam doces para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a ideia estava lançada.

A celebração espalhou-se pelo País até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar em 1963. O decreto definia a essência do feriado: “Para comemorar, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

A data é um convite a uma homenagem aos educadores. Infelizmente, no Brasil falamos muito em educação de qualidade, mas estamos muito aquém do que é ensinar e aprender. É um dia de mea culpa para os professores e para os alunos. Quanto tempo perdido em asneiras, besteiras, autoritarismos, desleixos e comodismos. Alunos com o mínimo de respeito aos que dedicam seu tempo precioso no dever de ensinar. Também deve ser um dia de gratidão àqueles que fazem do magistério um ideal, mesclando a arte de ensinar com o dom da convivência.

Parabéns, professores!