segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

IMÓVEIS VÃO A LEILÃO COM ATÉ 60% DE DESCONTO


Os bancos costumam levar à leilão imóveis que tiveram vários atrasos no pagamento do financiamento. Normalmente, esses imóveis são ofertados por preços bem abaixo do valor de mercado, com 30%, 40% e às vezes até 70% de desconto.

Neste mês de janeiro, o Santander, por exemplo, vai disponibilizar quase 200 imóveis que foram retomados de pessoas que não conseguiram quitá-los ou que deram esses bens como garantia de algum empréstimo.

As vendas são feitas por intermédio de leiloeiros. No caso dos leilões do Santander, um dos certames será conduzido pela Biasi Leilões, tanto online pelo site da casa de leilões, como presencialmente na Avenida Fagundes Filho, 145 – conj. 22 – Vila Monte Alegre – São Paulo/SP. Os primeiros lotes serão ofertados no dia 21 de janeiro, às 11 horas, e terão descontos de até 60%.

Haverá casas e apartamentos em 11 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Pará, Pernambuco, Ceará e Maranhão.

Os demais lotes vão a leilão no dia 28 de janeiro, também às 11 horas, mas terão principalmente galpões, fazendas, lojas e salas comerciais.

O Santander também terá um leilão conduzido pela casa Mega Leilões. Neste certame serão disponibilizados mais de 50 imóveis localizados em diversas regiões do Brasil, com lances iniciais que vão de de R$ 53.295,00 a R$ 1.724.981,50. O evento será conduzido pelo leiloeiro oficial da Mega Leilões, Fernando Cerello, a partir do dia 21, às 15:00, no site oficial da empresa.

Nos dois leilões, o banco poderá financiar até 90% do valor de cada lote, com taxa de juros a partir de 7,99% ao ano, mais Taxa Referencial (TR), no prazo de até 35 anos. Uma detalhe importante: os lances de arremate estão sujeitos à aprovação do leiloeiro.

Leilão Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco também terá um leilão previsto para o dia 31 de janeiro, às 11 horas, com 32 imóveis em oferta por intermédio da Frazão Leilões. Os lances variam de R$ 42.800 a R$ 1.715.503.

Neste certame, os imóveis estão localizados na Bahia, em Goiás, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em Rondônia, Sergipe e São Paulo.

" As condições de pagamento são à vista com 10% de desconto, 20% de sinal mais oito parcelas sem juros ou correção, 25% de sinal mais12 ou 24 parcelas, acrescidas de juros e correção ou 30% de sinal mais 36 ou 48 ou 78 parcelas, também acrescidas de juros e correção", informa o leiloeiro.

Interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para mais informações, o ideal é visitar o site da casa de leilões. Quem preferir ir pessoalmente ao leilão deverá comparecer ao auditório da Frazão Leilões, na Rua da Mooca, 3547 - São Paulo/SP, antes das 11 horas do dia 31.

Zukerman

A casa de leilões Zuckerman anunciou que vai leiloar mais de 700 imóveis de vários bancos em janeiro. Há residências e empreendimentos em São Paulo, Goiás, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Espírito Santo, Paraná, Distrito Federal, Pernambuco, Rondônia, Paraíba e Tocantins.

Para informações sobre ocupação, estado de conservação e eventuais processos judiciais envolvendo esses bens, acesse os editais dos lotes do site da Zuckerman.

Riscos de leilões de imóveis

A advogada especialista em direito imobiliário Paula Farias afirma que o leilão pode ser uma ótima oportunidade para o investidor. Mas não é tão indicado para famílias que querem realizar o sonho da casa própria.

De forma geral, essa não é uma boa forma de compra para quem tem pressa.

Segundo ela, há vários casos em que os leilões abrem brechas jurídicas que podem levar à anulação. Até que haja uma definição na Justiça, o dinheiro pago pela propriedade fica em poder do banco.

A correção, diz Paula, é irrisória, menor que o rendimento de poupança.

Já para um investidor, um desconto de relevante no valor de mercado pode aumentar a rentabilidade de um possível aluguel deste imóvel.

Também pode ser interessante para quem deseja revender. O investidor compra pela metade do preço, resolve as pendências e coloca de volta à venda pelo valor cheio.

Quando somadas as dívidas - que podem ficar por conta do vencedor do leilão -, o percentual de comissão do leiloeiro e os custos jurídicos de ações de despejo, o valor total desembolsado pode chegar ou até ultrapassar o valor de mercado.

Fonte: VALOR ECONôMICO

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