quarta-feira, 28 de julho de 2010

"BUILT TO SUIT" - UMA ESTRATÉGIA DE DESIMOBILIZAÇÃO DE ATIVOS!


A utilização crescente de operações denominadas "built to suit" - na qual o investidor constrói um prédio de acordo com as especificações do usuário que utilizará o bem por longo prazo, pagando ao investidor uma remuneração determinada - e de "desimobilização" - através da qual um proprietário vende o imóvel para um investidor, alugando de volta para utilização por longo prazo - integram o fenômeno que podemos denominar como "financialização" ou "refinancialização" do mercado imobiliário brasileiro, através do qual o setor, após uma radical segregação imposta por duas décadas de hiperinflação e juros estratosféricos, volta a ter sua lógica de ordenação e de desenvolvimento fundada em premissas ditadas pelo mercado financeiro.
Estas transações são orientadas por motivações de natureza financeira, econômico-comercial e tributária. As razões financeiras estão associadas à atratividade do investimento, já que a rentabilidade das locações comerciais já pode igualar e, no futuro, potencialmente superará com facilidade a taxa real de juros que se projeta para os anos seguintes a 2010, estimada pelos economistas em 3,5% ao ano.
As razões econômico-comerciais dizem respeito às diferentes expectativas de retorno que possuem os investidores em renda fixa e os empreendedores comerciais e industriais. Vale dizer, enquanto o capital aplicado em imóveis espera-se render entre 7% a 9,5%, segundo prazos e riscos associados, os empreendedores esperam que seus negócios industriais os remunere com taxas que variam de 15% até 25%. Desta forma, resta evidente que os recursos do empreendedor, se escassos ou limitados, devam ser prioritariamente aplicados na atividade-fim ou no giro do negócio, pois proporcionam retornos superiores àqueles comumente associados à propriedade imobiliária.
As razões tributárias, por sua vez, são relacionadas ao tratamento distinto que recebem as despesas operacionais (de locação) e os custos de depreciação e amortização (atinentes à propriedade) incorridos pelas pessoas jurídicas tributadas pelo regime do lucro real para fins de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Enquanto as locações são integralmente dedutíveis, a propriedade predial admite apenas uma dedução das quotas de depreciação das edificações - de 4,5% ao ano sobre o valor da construção -, sendo irrecuperáveis, para fins tributários, os valores investidos na aquisição do respectivo terreno. Para os não iniciados nas "ciências ocultas" da contabilidade ou nas "letras apagadas" do direito tributário, o afirmado acima significa, em outras palavras, que o pagamento de locação de um prédio, composto de terreno e edificação, tem um efeito redutor do valor do IRPJ e da CSLL a pagar maior do que a simples depreciação permitida pela legislação fiscal exclusivamente para as edificações e em prazo superior àquele do contrato comumente firmado em operações tipo "built to suit" ou desimobilização através de "leasing back".
A desimobilização de ativos libera capitais para reinvestimentos no próprio negócio e gera possibilidades incríveis.
Vejamos os números a partir do exemplo de uma empresa que necessita ocupar um prédio por dez anos, e cujo terreno e construção demandam recursos de capital de R$ 30 milhões, utilizando um financiamento a taxa de longo prazo na faixa de 8% ao ano, pago em 120 prestações mensais, em um prazo médio de cinco anos. A empresa despenderia, ao fim de dez anos, o principal tomado de R$ 30 milhões mais o custo do financiamento - 0,08 X cinco anos X capital, resultando em R$ 42 milhões - menos a depreciação de 4,5% ao ano e a correspondente dedução admitida pelo IRPJ e CSLL para a edificação e para a despesa financeira relativa ao juros do capital mutuado, o qual poderíamos supor como 80% do valor tomado emprestado e aplicado apenas na construção. Neste caso, teríamos, ao fim de dez anos, um investimento líquido e custo de capital de R$ 34,2 milhões.
Se considerado o mesmo valor predial, com o terreno, locado após ser construída ou adquirida segundo especificação ou encomenda do usuário, calculada a rentabilidade do proprietário locador em 12% anuais, teríamos, então, despesas líquidas, acumuladas ao fim de dez anos, equivalentes à soma dos aluguéis pagos, menos o valor da dedução integral da despesa admitida pela legislação tributária. Ou seja, R$ 23,76 milhões. A parcela resultante da diferença de recursos não alocados para obter o uso do imóvel - R$ 34, 2 milhões - R$ 23,76 milhões = R$ 10,44 milhões - fica, então, liberada para ser aplicada no próprio negócio da empresa.
Se admitida uma taxa de retorno interno para o negócio na ordem de 15% anuais contra a mesma taxa de financiamento de 8% anuais, teríamos retornos líquidos oriundos da parcela economizada na ordem de 7% líquidos, os quais poderiam ser reinvestidos no próprio negócio, sucessivamente, pelo mesmo período de dez anos, obtendo-se, com isto, um retorno marginal equivalente a R$ 10 milhões.
Em outras palavras, as utilizações "built to suit" ou oriundas de desimobilização de ativos liberam capitais para reinvestimentos no próprio negócio que, em sua forma sucessiva (composta) ao longo do tempo, gera possibilidades incríveis de crescimento. Veja que, neste exemplo, os ganhos do negócio foram supostamente reduzidos, pois se admitiu que a parcela de diferença foi igualmente tomada no mercado à taxa de 8% anuais. Se, de modo distinto, a diferença de R$ 10,4 milhões estivesse no caixa da empresa para utilização no giro, os ganhos oriundos do reinvestimento em dez anos seriam de R$ 28,8 milhões, e, portanto, idêntico ou superior ao que seria o valor do prédio industrial após dez anos de utilização, caso não houvesse uma abrupta valorização imobiliária no local. Aliás, o potencial de valorização dos ativos imobiliários de empresas comerciais ou industriais é, para a maioria delas, um fator absolutamente irrelevante. Percebem nas suas instalações apenas o valor de sua utilização como geradora dos resultados operacionais positivos, proporcionados por sua atividade-fim ou ramo de negócio específico.
Para concluir, vale lembrar de Sam Walton, o fundador da Wal-Mart -grande usuária de imóveis "built-to-suit" e a ela locados por terceiros-, que disse: "Estou no negócio de vendas a varejo, não no negócio de imóveis. Se tiver que construir uma loja eu o farei. Mas, em seguida, a venderei".

Fonte: Jornal Valor Econômico

domingo, 25 de julho de 2010

ETAPAS PARA UMA VENDA DE SUCESSO!


Nos idos anos 30/40, a técnica de vendas de imóveis era um tanto empírica. Com o desenvolvimento da psicologia aplicada às relações humanas, ficou evidenciada a necessidade de um aprofundamento das técnicas de vendas e de negociação em todos os sentidos, especialmente no caso dos imóveis. Pautados nessas mudanças, os corretores de imóveis mais responsáveis chegaram à conclusão de que uma adaptação em suas velhas técnicas de venda se fazia necessária. E foi o que realmente aconteceu. Vamos definir as bases que modernamente são consideradas como as etapas necessárias para uma venda de sucesso. Podemos dividi-las em seis fases, hoje implementadas pelos Gestores Imobiliários, que apesar de bem definidas são entrelaçadas em diversos momentos. Vejamos:

Fase 1
O atendimento e a análise, se dá quando o Gestor Imobiliário procura conhecer os dados do cliente, de sua família, de seu interesse de aquisição. Ele analisa o tipo de moradia pretendida, qual o bairro e diversos outros detalhes, bem como a disponibilidade financeira, para que possa fazer o diagnóstico do interesse do cliente em relação a sua real disponibilidade.

Fase 2
Feito o diagnóstico, a fase seguinte é da descrição e motivação, quando o Gestor Imobiliário descreve o produto motivando o interessado a fazer uma visita ao local, onde poderá comprovar as informações dadas anteriormente por telefone, internet e/ou pessoalmente.

Fase 3
A demonstração e a motivação é uma das fases de maior relevância, pois vai depender da demonstração (visita) bem feita - cumprindo-se todo um ritual técnico -, para se criar a motivação indispensável à tomada de decisão do provável comprador. Não é suficiente esperar que ele goste do imóvel. O visitante tem de ser induzido a gostar do imóvel visitado.

Fase 4
O fechamento. Observe-se que o fechamento tem de ser feito, em primeiro lugar, nas áreas comercial e financeira, ou seja: negociar o preço, condições de pagamento, prazo de entrega, pertences do imóvel, para depois realizar o fechamento jurídico, que trata então de toda a documentação do vendedor, do comprador e do imóvel. Por esse motivo é que se deve colocar um imóvel à venda somente depois de analisar a documentação para saber se está em ordem para possibilitar a venda, pois caso contrário pode-se fechar o negócio e não efetivá-lo porque a documentação é falha.

Fase 5
A venda da satisfação. Essa é uma etapa muito delicada porque depois do fechamento o cliente está, na maioria das vezes, inseguro da decisão de compra que tomou. O mediador deverá então ter o cuidado de vender a satisfação para o cliente, para que não haja o risco de desistência antes da formalização jurídica do ato.

Fase 6
O pós-venda. Essa última etapa é a que exige do Gestor Imobiliário a defesa de seu patrimônio. Constitui-se, não apenas, em cumprimentar as partes pela realização do negócio, mas sim em dar uma continuidade do atendimento ao cliente, em caráter permanente, para que não se esqueça do profissional que o atendeu a contento. Não podemos esquecer que um cliente satisfeito gera outro, e outro, e mais outro... e essa é uma ótima forma de fidelizar a sua clientela.

Fonte: Ari Travassos

quarta-feira, 21 de julho de 2010

SALVADOR - CAPITAL MUNDIAL


(Para visualizar clique na imagem)
Vinte projetos arrojados que prevêem grandes intervenções urbanísticas para o desenvolvimento sustentável da cidade irão transformar Salvador nos próximos anos, em sintonia com os mais modernos estudos sobre a urbanização e sustentabilidade de grandes cidades do mundo. O projeto, batizado de Salvador Capital Mundial, foi criado por alguns dos mais conceituados arquitetos e urbanistas do Brasil e prevê soluções para o transporte, para o trânsito e para o crescimento da cidade. Serão abertas novas vias de tráfego, implantados sistemas modernos de transporte, revitalização da orla, da cidade baixa, novos equipamentos de cultura, de lazer, de esporte, requalificação e ampliação da estrutura turística. Tudo isso visando melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.
Alguns projetos foram doados pelos arquitetos e por instituições privadas. Outros foram contratados pelo Governo da Bahia e pela Prefeitura de Salvador. Segundo o prefeito João Henrique, algumas obras já dispõem de recursos disponíveis e se encontram em fase de execução. A meta é preparar a cidade para receber os jogos da Copa de 2014, quando parte dos projetos já estará concluída e, a cidade, em condições estruturais de receber os milhares de torcedores brasileiros que virão assistir aos jogos do Mundial.
De acordo com o prefeito João Henrique, “a Copa de 2014 vai trazer grandes investimentos para as cidades-sedes”, avaliou. Com as obras, “Salvador entra na era de desenvolvimento sustentável das grandes capitais mundiais, preservando tudo aquilo que a transformou na cidade mais amada do Brasil”. Segundo João Henrique, as demandas geradas pela Copa de 2014 indicam que os projetos voltados para a mobilidade urbana e os de infraestrutura na Orla Atlântica serão os prioritários, visando dotar a orla, desde a Barra à Praia do Flamengo, de condições de abrigar novos complexos hoteleiros.
A necessidade de ajustar os equipamentos urbanos da cidade a uma nova realidade mundial, preservando a história e as belezas da primeira capital do Brasil; incorporar o desenvolvimento sustentável a uma cidade que cresce em um ritmo alucinante; e estruturá-la para os turistas, mas com melhor qualidade de vida para seus habitantes, foram os principais desafios enfrentados pelos arquitetos e urbanistas para planejar o futuro de Salvador.
Para a população, o projeto representa a garantia de uma cidade mais humana e confortável, dotada de infraestrutura adequada e em condições de suportar o acelerado crescimento que vem se verificando nos últimos anos. “É preciso começar um processo de revitalização na cidade, criar um movimento em uma cidade com tantos problemas e com demandas cada vez mais urgentes da sua população. Vamos movimentar o comércio, o turismo, gerar empregos e renda, atrair novos investimentos, movimentar a economia e, certamente, todos vão se beneficiar com isso, principalmente a população”, avaliou João Henrique.
Participaram da elaboração dos projetos os arquitetos Sidney Quintela, João Filgueiras Lima (Lele), as entidades Fundação Bahia Viva e Instituto Viver Cidades e as empresas TTC – Engenharia de Tráfego e Transportes, ABFI – Empreendimentos e Participações Ltda., e Empreendimento Costa Espanha.

Os principais projetos a serem executados na cidade

O principal eixo do projeto Salvador Capital Mundial está assentado na questão da mobilidade urbana. Garantir aos cidadãos condições dignas de trafegabilidade e acesso ao transporte público rápido e eficiente são duas principais vertentes do projeto. Com essa preocupação, busca-se resolver alguns dos graves problemas do trânsito e do transporte coletivo de Salvador e Região Metropolitana. As ações estão consolidadas em dois grandes planos: Rede Integrada de Transporte (RIT) e Programa de Obras Viárias (PROVIA).

Rede Integrada de Transporte (RIT)

Esta rede prevê a implantação de um Sistema Multimodal de Transporte de passageiros. As principais ações compreendem a a modernização dos trens do Subúrbio Ferroviário, a complementação da linha 1 do Metrô (Lapa/Acesso Norte), atingindo o percurso de 12 km entre Lapa e Pirajá; a revitalização do Plano Inclinado (Liberdade/Calçada); e, a principal novidade, o Sistema BRT (Bus Rapid Transit), que, em Salvador vai se chamar TransMetrópole. Vias exclusivas vão garantir o transporte coletivo mais rápido e eficiente para a população. Este sistema será operado por ônibus de grande capacidade e com prioridade de circulação no tráfego geral. Prevê redução dos tempos e dos custos de deslocamento, agilidade no atendimento, mais segurança para os passageiros e menos emissão de poluentes.
O sistema BRT foi escolhido para Salvador em razão da sua rapidez e baixo custo de implantação e, também, pela possibilidade de sua modulação e fácil adequação da infraestrutura física no tratamento do sistema viário. Esse sistema está planejado para um total de 135 km de corredores de ônibus. Na primeira fase, serão 36 km de vias segregadas para ônibus, nas avenidas Paralela, ACM, Juracy Magalhães, Barros Reis e Vasco da Gama. Já na segunda etapa, 44 km de vias percorrerão as avenidas Jorge Amado/Edgar Santos, Pinto de Aguiar/São Rafael, Gal Costa, Dorival Caymmi/São Cristóvão e Barroquinha/Sete Portas/Heitor Dias.
Posteriormente, mais 55 km de vias (denominado de “Rota Fluida”) serão implantadas com propostas de adequação viária para dar maior fluidez à circulação dos ônibus e ao tráfego de veículos em geral, abrangendo as avenidas Silveira Martins, Afrânio Peixoto (Suburbana), Orla Marítima, Aliomar Baleeiro (E.V.A.) e São Caetano, dentre outras avenidas. Está prevista também a extensão ao município de Lauro de Freitas, apoiada nos 9 km iniciais da Estrada do Coco (BA-099), e ao Aeroporto Internacional.

Programa de Obras Viárias (PROVIA)

O PROVIA vai solucionar os maiores engarrafamentos da cidade na região do Iguatemi, Bonocô e Paralela e ainda incrementar as soluções de trânsito rápido com cerca de 59 quilômetros de cinco novas vias para o trânsito rápido, sendo as principais a Linha Viva e a Avenida Atlântica. Para isso, serão duplicadas 33 km de avenidas existentes preparadas para receber o Sistema BRT; execução de novas conexões viárias em desnível nos pontos críticos do Iguatemi, Bonocô, Lucaia, Parque da Cidade, Jardim dos Namorados, Jardim de Alah e Paralela.

Avenida Atlântica

A construção desta avenida será uma alternativa à Paralela com 14,6 quilômetros de pista dupla, com 3 faixas de tráfego por sentido, que começa na Avenida Luís Eduardo Magalhães e termina na Avenida Dorival Caymmi, integrando o Centro de Convenções. A previsão é que o tempo total de deslocamento por esta via seja menor do que 20 minutos.
A Avenida Atlântica contará, ainda, com oito conexões com o sistema viário existente: viadutos, alças e rampas, duas ligações viárias simples (viaduto) e uma ponte suspensa sobre o Parque Metropolitano de Pituaçu. A Ponte de Pituaçu passará por cima do Parque de Pituaçu, e será a primeira ponte pêncil do Brasil, com 1 quilômetro de extensão e 600 metros de vão livre, projetada com tecnologia de ponta para ser muito leve e não interferir na paisagem.
A Avenida ainda criará uma ligação direta desde o Centro de Convenções de Salvador e Avenida Luís Eduardo Magalhães até os bairros de Mussurunga e Piatã. Atende também as regiões do Imbuí, Boca do Rio, Jardim Imperial, Parque de Pituaçu, Patamares, Piatã, Alto do Coqueirinho, Bairro da Paz e Aeroporto Internacional. Beneficiará uma população estimada de 430 mil moradores, residentes nas suas áreas de influência direta.

Linha Viva

Nova Via Expressa de Salvador, a Linha Viva será mais uma alternativa à Paralela, com 20 quilômetros de pista dupla, com 3 faixas de tráfego por sentido, ligando Bonocô e Rótula do Abacaxi ao Aeroporto. Construída sob o regime de Parceria Pública Privada (PPP), terá cobrança de pedágio. O tempo total de deslocamento não ultrapassará os 15 minutos, beneficiando uma população de 780 mil moradores, residentes na sua área de influência direta.
Será implantada na faixa de domínio das linhas de transmissão da CHESF, com nove conexões com o sistema viário existente: viadutos, alças e rampas; vinte ligações viárias simples, por viaduto. Também funcionará como opção de apoio à Avenida Paralela, estabelecendo uma ligação direta do Centro Tradicional e Histórico de Salvador ao CIA-Aeroporto (BA-526) e ao novo trecho da Estrada do Coco (BA-099), através de sua conexão com a Avenida Mário Leal Ferreira (Vale do Bonocô), permitindo uma alternativa de trânsito sem necessidade de utilizar a região do Iguatemi. Atende, também, aos bairros de Pernambués, Cabula, Retiro, Saboeiro, Narandiba, Imbuí, CAB, Sussuarana, S. Rafael/S. Marcos, Parque de Pituaçu, “Miolo” de Salvador, Centro Tecnológico da Bahia, Alphaville II, Bairro da Paz, Mussurunga e São Cristóvão.

Nova Cidade Baixa

Um projeto que vai promover a requalificação urbana, ambiental e paisagística do trecho que vai do Campo Grande até a Ribeira. A proposta principal é abrir a frente marítima da cidade para todos, criando espaços públicos de qualidade e o apoio a um sistema eficiente de transporte público que priorize a articulação de todos os setores da cidade baixa e a conexão com a cidade alta. O projeto tem também como objetivos a melhoria das moradias, através da recuperação e ocupação de edifícios e áreas degradadas, e a implantação de uma rede de equipamentos de grande porte destinados à cultura, ao esporte e ao lazer da população.

Via Expressa

É mais uma via rápida que vai ligar a BR 324 ao Porto, no Comércio, passando pela Avenida Barros Reis e Baixa de Quintas e, no futuro, ainda pode ser ligada à Ponte Salvador-Itaparica. Serão 4,3 km com 10 faixas (4 faixas para veículos de carga, 4 faixas para veículos leves e 2 faixas exclusivas para ônibus, além de 3 túneis e 14 viadutos), ciclovia com três metros e quatro passarelas interligando os bairros. Valorização das residências de 400.00 habitantes, diminuição das carretas na região do Iguatemi e Bonocô e solução para os problemas de tráfego na Rótula do Abacaxi, Ladeira do Cabula, Largo dos Dois Leões e Baixa de Quintas.

Orla

O projeto abrange 12 km de praias e requalifica a orla desde o Jardim de Alah até Itapoan. O objetivo é criar novos equipamentos de uso público, padronizar as barracas de praia, oferecer novos serviços aos banhistas e ainda organizar a circulação de transporte, melhorando o trânsito. Em alguns trechos, a pista vai ser ampliada.

JARDIM DE ALAH - Através de via elevada, soluciona o acesso ao Costa Azul e prevê o alargamento e a implantação de um binário na Avenida Otavio Mangabeira. E também a criação de calçadão e deck, ao longo de todo coqueiral, com pérgolas para massagem, aparelhos para atividades físicas e barracas de praia.

AEROCLUBE - Através de via elevada, reordena o acesso ao centro de convenções e cercanias. Na quadra do Aeroclube, está prevista a revitalização do shopping e de toda área com a criação de um centro de música, aquário municipal em formato piramidal, casa de espetáculos e arena para shows. Todo conjunto desenvolve-se a partir de um lago e de ramblas. Nas áreas circundantes, prevê-se a renovação urbana com ocupação residencial e hoteleira.

BOCA DO RIO - Com a retirada do Clube Bahia, será instalado um núcleo de esportes radicais integrado a diversas quadras poliesportivas com infraestrutura de apoio. Será criado ainda uma torre com restaurante panorâmico e píer.

PARQUE DE PITUAÇU - A ideia é interligar o parque à praia, resgatando a continuidade da sua cobertura vegetal, construindo-se um semimergulhão na Avenida Otavio Mangabeira. Serão implantados centro de visitantes, núcleo de referência ambiental, diversos viveiros, além de um borboletário, criando uma amostra viva da biodiversidade local. Estão previstos ainda 2 sistemas de teleféricos que funcionarão sob forma de concessão. Um deles, com 1,5 km, será paralelo à costa. O segundo, com cerca de 2,5 km, interligará a orla ao futuro Centro Olímpico a ser implantado junto ao estádio Roberto Santos.

RIO JAGUARIBE - A intervenção neste trecho será a supressão da via de automóveis da margem esquerda do rio, criando um parque linear.

PRAIA DE PIATÃ - Na ponta do antigo Casquinha de Siri, será criado um centro gastronômico. O coqueiral e as dunas serão preservados e diversos decks com barracas de praia serão implantados.

PRAIA DE PLACAFORD - A partir deste trecho, a Avenida Otávio Mangabeira passará a contar com 3 faixas de rolamento em cada perna do binário, cujo centro está prevista uma área para renovação urbana.

PRAIA DE ITAPOAN - Implantação da Praça da Sereia, revitalização da Praça da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e criação da Praça do Acarajé com um pequeno centro gastronômico. A reordenação viária será feita através de binário. A nova pista à beira-mar vai democratizar o acesso à praia, onde será implantada a área de apoio náutico. O Farol de Itapoan terá o seu entorno revitalizado com a criação de praça e museu náutico.

Promenade Atlântica

Caminho na faixa costeira compreendida entre o Morro do Cristo, na Barra, até a praia das Piscinas das Oliveiras, em Ondina, com aproximadamente 1,5 km de extensão. Serão implantados ciclovia, decks, mirantes, praças, pérgolas, bicicletário, quiosques, equipamentos para prática de exercícios físicos, brinquedos infantis e posto salva-vidas. A utilização de materiais especificados para uso de faixa litorânea, bem como sua correta inserção ambiental, aliado a itens como iluminação feita através da tecnologia de lâmpadas LED, garante uma intervenção sustentável. Ainda em respeito aos cidadãos, os aspectos relativos à acessibilidade estarão igualmente garantidos em sua execução.

Via Histórica

Uma via que liga o Campo da Pólvora, em Nazaré, ao Terreiro de Jesus, no Centro Histórico. A grande novidade desse projeto é uma passarela rolante de 400 metros que vai dar mais conforto a quem anda a pé. O Mercado de São Miguel será reconstruído, e criado um sistema de transporte sobre as encostas, facilitando a acessibilidade e estimulando o turismo com a contemplação das áreas de preservação histórica. O objetivo é revitalizar a Baixa dos Sapateiros, resgatar antigas tradições, atraindo populações de vários segmentos sociais, melhorar sua acessibilidade, incorporando toda a região às principais áreas de preservação histórica.

Terão ainda projetos específicos o bairro de Ondina, Parque das Dunas na Praia do Flamengo, o Parque Tecnológico, a nova Fonte Nova, a Ladeira da Barra, o Cajazeiras Golf Clube, Feira de São Joaquim, Vetor Expansão Oeste, Imbuí e Aeroporto.

DIA DO AMIGO!!!


Ontem foi comemorado o dia do amigo, como não postei nada, segue hoje uma homenagem a esse dia dedicado a uma pessoa tão especial, o amigo.
Em tempo, agradeço os e-mails enviados!

PARA QUE NÃO PAIREM DÚVIDAS QUANTO A BACHAREL E TECNÓLOGO


O texto do CNE que instituiu as Diretrizes Curriculares Gerais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico já aborda esta questão ao estabelecer a especificidade dos cursos de tecnologia: "o curso superior de tecnologia é essencialmente um curso de graduação, com características diferenciadas de acordo com o respectivo perfil profissional de conclusão". E continua: "a permanente ligação dos cursos de tecnologia com o meio produtivo e com a necessidade da sociedade colocam-nos em uma excelente perspectiva de contínua atualização, renovação e auto-reestruturação".

Os cursos tecnológicos foram concebidos para atender às reais necessidades do mercado e da sociedade. Isto fica claro quando as próprias diretrizes curriculares fazem distinção entre o bacharel e o tecnólogo: "a formação do tecnólogo é, obviamente, mais densa em tecnologia. Não significa que não deva ter conhecimento científico. O seu foco deve ser o da tecnologia, diretamente ligada à produção e gestão de bens e serviços. A formação do bacharel, por seu turno, é mais centrada na ciência, embora sem exclusão da tecnologia. Trata-se, de fato, de uma questão de densidade e de foco na organização do currículo".

Se você já se deparou com questões como “qual a diferença em concluir um curso de graduação com formação em bacharel, licenciatura ou tecnólogo?” ou “quais as vantagens e desvantagens de cada uma dessas opções?”, não se preocupe, você não foi o primeiro e, certamente, não será o último.
Primeiramente, cabe ressaltar que os cursos de graduação estão abertos a candidatos que tenham concluído o Ensino Médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo. Além disso, as instituições de ensino deverão informar aos interessados, antes de cada período letivo, os programas dos cursos e demais componentes curriculares, tais como, duração, requisitos, qualificação dos professores, recursos disponíveis e critérios de avaliação.

Bacharelado ou Título Específico
São cursos que habilitam o aluno a exercer uma profissão de nível superior. Alguns cursos de bacharelado oferecem diferentes tipos de habilitação que devem, necessariamente, compartilhar um núcleo comum de disciplinas e atividades. Podemos citar exemplos de cursos de graduação que fornecem diplomas de bacharel ou títulos específicos referentes à profissão, tais como, Medicina, Engenharia, Arquitetura, Direito, entre outros.

Alguns cursos, por sua vez, concedem habilitações em mais de uma profissão, sendo assim, o curso de Comunicação Social, por exemplo, apresenta habilitações em Jornalismo, Marketing e Publicidade e Propaganda.

Licenciatura
A Licenciatura destina-se à formação de professores para atuar tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental e Médio. No Primeiro caso, incluindo os anos iniciais do Ensino Fundamental, a formação se dá nos Cursos Normais Superiores, podendo também realizar-se em cursos de Pedagogia, quando oferecidos pelas universidades, faculdades e centros universitários.
Nas séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, a formação se dá nas licenciaturas das áreas específicas do conhecimento, como licenciatura em Física, Matemática, Geografia, Letras e demais matérias.
A formação de profissionais da área da Educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica será feita em cursos de graduação em Pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino. Já a formação de professores para a Educação Básica é feita em cursos superiores de licenciatura e de graduação plena, sempre supervisionados pela Coordenação de Formação de Professores, do Ministério da Educação (MEC).
Algumas instituições de ensino dispõem as duas opções aos alunos em determinadas matérias, possibilitando a oportunidade de se tornar bacharel ou diplomado em licenciatura, em determinada área.

Tecnólogo
O Tecnólogo é um curso superior de curta duração, geralmente de 4 a 8 semestres, que objetiva a formação de profissionais para atender campos específicos do mercado de trabalho. Essa opção de formação tem grande procura, pois apresenta cursos em áreas específicas com carga horária inferior, facilitando assim a freqüência dos alunos. Muitos deles, vale ressaltar, já estão inseridos no mercado de trabalho.

Aquele que seguir qualquer uma dessas opções pode dar continuidade ao ensino cursando a pós-graduação Stricto Sensu ou Latu Sensu, dependendo da carreira que pretenda seguir.
Lembre-se que apenas o conhecimento qualifica o profissional, portanto, mantenha-se informado e atualizado, buscando sempre aprimoramento e desenvolvimento intelectual

POLIURETANO FLEXÍVEL CONTRA AS INFILTRAÇÕES


A maioria dos síndicos já começa a ter dores de cabeça só de imaginar que o seu condomínio poderá sofrer com o mal das infiltrações. Também pudera, nesses meses onde são freqüentes as chuvas, qualquer prejuízo que o edifício venha sofrer caso não tenha tomado as devidas medidas preventivas, não será mesmo mera coincidência. Afinal, água não irá faltar! Vazamentos, goteiras, toda a sorte de incômodos que se possa imaginar estarão colocando a paciência de todos à prova. Pensando nisso, aqui vão algumas dicas de como evitar futuros transtornos para os moradores, como quebradeiras, gastos exorbitantes etc. garantindo o perfeito estado das estruturas do seu edifício.

Cuidados básicos garantem a saúde do seu condomínio
Essencialmente, a água poderá ocasionar a infiltração através de três caminhos distintos: por meio de trincas e rachaduras, pelos poros do material e ainda por falhas que este material possua como, por exemplo, brocas, ninhos no concreto e fendas junto às armaduras. Os principais vilões dessas infiltrações são os vícios construtivos, ou seja, defeitos originados no próprio processo construtivo (erro de projeto ou de execução) ou adquiridos ao longo do tempo (desgastes naturais, utilização, manutenção ineficiente, agressões).
Mas se os cuidados necessários para a prevenção não foram seguidos corretamente, não adiantará chorar sobre o leite – ou melhor, a água – derramada. Afinal, só haverá uma alternativa: resolver o problema! Neste caso, o síndico se vê no meio de uma enxurrada de informações e é o responsável em decidir qual será a alternativa ao mesmo tempo mais eficiente e não muito dispendiosa para todos. Há mais de 10 anos, os Estados Unidos e alguns países da Europa fazem uso de um sistema impermeabilizante chamado de Grauteamento Químico (injeção de resinas) – mais conhecido como injeção de poliuretano hidroativado – destinado a resolver problemas de infiltração em reservatórios e estruturas de um modo geral, que impermeabiliza profundamente o interior da própria estrutura.
O Poliuretano Flexível nada mais é que uma resina líquida hidrófoba, ou seja, imune à penetração de líquidos e projetada para acabar com todos os tipos de vazamentos ou infiltrações de maneira profunda. Ele contém um aditivo chamado WD, capaz de quebrar a tensão superficial da água e fazer com que ela seja facilmente desalojada de onde quer que esteja surgindo. Desta forma, é realizada uma rápida colmatação das trincas, fissuras e cavidades no interior do concreto.
Ao entrar em contato com a água/umidade, esta resina promove uma reação expansiva quase instantânea, através da formação de uma densa barreira sólida de espuma com células fechadas – preenchendo e impermeabilizando trincas, fissuras e poros por onde a água tiver acesso. Ideal para ações contra vazamentos/umidade de água em lajes de playgrounds, garagens, túneis, caixas de passagens, poços de elevadores, reservatórios, eletrodutos, cabos de força e telefones. Adesivo e penetrante, o poliuretano desenvolve um profundo trabalho de ancoragem em ambos os lados da fissura injetada. Como conseqüência, promove uma tenaz aderência em praticamente todos os substratos, estejam secos, molhados ou úmidos.

Com as infiltrações, os prejuízos são progressivos
A aplicação é feita através de injeção, em quaisquer trincas, fissuras, ninhos de concretagem, juntas frias, juntas de dilatação e demais formas de surgimento de água. Por se tratar de um produto hidrófobo (repelente), como já foi dito antes, e não hidrófilo (absorvente), o poliuretano não necessita de água para promover a sua expansão. Caso contrário, o seu volume expansivo seria dependente da quantidade de água existente nas estruturas. Logo: pouca água, pouca expansão. Um outro fator bastante preocupante nos produtos hidrófilos, é que o seu volume acabaria sofrendo uma certa retração com o tempo, pelo seguinte: poliuretanos hidroexpansivos hidrófilos, ao contrário dos hidrófobos, têm seu processo de expansão condicionado ao volume d’água existente no interior do concreto. Isso significa que, se houver pouca água, o volume da espuma será pequeno. Muita água possibilitará o desenvolvimento de um volume de espuma padrão, algo em torno de 30 vezes o volume de poliuretano injetado. Traduzindo: a esponja formada pelo poliuretano hidroexpansivo hidrófilo é constituída à base de moléculas d’água e, portanto, sofre os efeitos adversos dos ciclos de secagem/molhagem que toda estrutura hidráulica se submete. Por isso, na medida em que o nível d’água cai ou a superfície do concreto aquece, a água pendurada na cadeia da esponja volatiza ou evapora, fazendo com que sofra retração e torne aquela região permeável novamente ao fluxo d’água.
Outra constante preocupação que envolve a questão da impermeabilização seria a inevitável quebradeira sobre a qual o condomínio estaria sujeito no intuito de resolver as infiltrações. Bem, não necessariamente. Justamente, pelo fato de sua aplicação ser feita por injeção, não há a necessidade de que a parte superior sobre a laje de concreto a ser tratada (pisos nobres, cerâmicas, pedras portuguesas etc.) seja quebrada para que seja aplicada uma manta asfáltica ou algo parecido. Nem mesmo é necessário a retirada de plantas, terra das jardineiras, água das piscinas e reservatórios.
Não há dúvidas de que as infiltrações são capazes de grandes estragos dentro dos condomínios. Um deles é quando elas acontecem na laje da garagem, quando está localizada especialmente logo abaixo de playgrounds. Os resultados mais comuns são: manchas localizadas em forma de elipses (neste caso, geralmente o vazamento está no centro da figura, e é causado por falha de concretagem), manchas lineares (indicam fissura na impermeabilização) e estalactites de carbonato brancas (indicam exatamente o ponto de passagem da água). Esta última ocorre devido à dissolução da cal liberada na hidratação dos silicatos de cálcio do cimento. Esta cal dissolvida, ao chegar na superfície do concreto, é carbonatada pelo CO2 da atmosfera, tendo como conseqüência o aparecimento de tais estalactites.
Este silencioso efeito patológico pode levar os síndicos ao tribunal, pois as estalactites de carbonato são capazes de queimar a pintura dos carros lá estacionados. O síndico, por sua vez, poderá ser obrigado a diminuir o número de vagas em virtude das goteiras corrosivas, e daí em diante serão sempre mais prejuízos... Não devemos esquecer ainda que, além de todos os transtornos trazidos pelas infiltrações, um dos mais sérios é o ataque às armaduras de lajes, vigas e pilares de concreto. O resultado? O comprometimento da estrutura da edificação.

OBS. O primeiro sistema de injeção flexível (GEL DE POLIURETANO) à base de resinas de poliuretano à base de Metil-Di-Isocianatos (MDI) e poliol, foram introduzidas nos anos 70. Desde então, as resinas de poliuretano MDI tem sido sinônimo da mais moderna tecnologia de injeção, comprovado pelas aplicações em várias obras importantes ao redor do mundo.
Resinas de poliuretano MDI permanecem impenetráveis, sendo que a durabilidade das resinas de poliuretano (mais de 20 anos de aplicações no campo) tem sido testada em condições únicas. Mesmo depois de 40 anos da aplicação em um ambiente altamente alcalino, o produto mantém sua elasticidade. Devido a sua alta resistência a produtos químicos, é utilizado em várias situações para impedir que substâncias agressivas infiltrem para dentro da estrutura ou que efluentes armazenados atinjam o lençol freático

DICAS PARA AQUISIÇÃO DE CASA OU APARTAMENTO USADO!


Para muitos consumidores, a aquisição de um imóvel representa a realização de um antigo projeto de vida, um sonho. Por isso, se você está pensando em comprar uma casa ou apartamento usado, procure observar alguns cuidados e procedimentos básicos – que se tornam fundamentais nesta modalidade de aquisição.

Pesquisando sempre

Aliar satisfação, preço justo e qualidade pode não ser uma tarefa fácil. Por meio da pesquisa, o consumidor poderá identificar essas três necessidades, adequando-as conforme sua própria opção.
Assim, é necessário determinar as reais necessidades, disponibilidade financeira, bem como as exigências e expectativas em relação ao bem pretendido.

Analisando a Oferta

Avalie o imóvel, visitando-o durante o dia e à noite. No caso de imóveis localizados em lugares muito movimentados, considere a questão do trânsito e do barulho. Observe se o bairro possui a infra-estrutura de que você precisa (escolas, posto de saúde, iluminação, esgoto, supermercados, farmácias, banco, padaria, etc.) Se possível, vá acompanhado por pessoa que o ajude a verificar alguns itens como: condições do encanamento e rede elétrica; ventilação e iluminação dos ambientes; conservação do teto, do telhado, das paredes e do piso (veja se há rachaduras, vazamentos ou mofo), entre outros.
Verifique a existência de vaga de garagem e o valor do condomínio (no caso de apartamento). Procure informar-se sobre o rateio das contas (água, luz, tevê a cabo, etc.). Analise se a renda familiar é compatível com os gastos fixos da moradia. Lembre-se: o ideal é que o gasto para compra mediante a pagamento de prestações não ultrapasse 25% do orçamento doméstico ou renda familiar.
Casas térreas merecem cuidados especiais quanto à segurança. A existência de terrenos baldios e casas comerciais próximas deve ser bem avaliada, assim como a iluminação na rua.

Investigações importantes

* Certidão Vintenária com negativa de ônus atualizada. Esse documento é fornecido pelo Cartório de Registro de Imóveis competente e informa sobre os últimos 20 anos do imóvel (hipoteca, pendência judicial, titularidade etc).
* Além da Certidão Vintenária, é importante que o comprador tire todas as certidões do vendedor, verificando se ele não contraiu nenhuma dívida que possa comprometer a venda. Essas certidões são:
* Certidão negativa dos últimos dez anos: Informa se o proprietário tem algum título protestado nos dez cartórios da cidade onde reside. Fornece: Cartório de Distribuição de Protestos (em São Paulo: rua XV de novembro, 175)
* Certidão negativa dos últimos dez anos: Informa se o proprietário tem alguma ação judicial ou criminal em andamento ou encerrada, como divórcio e disputa de bens entre outras . Fornece: Forum Central (em São Paulo: Praça João Mendes, sem número).
* Certidão negativa dos últimos dez anos: Informa se o proprietário tem ações civis, criminais e fiscais com a Justiça Federal. Fornece: Forum Justiça Federal Civil (em São Paulo: Avenida Paulista, 1682)
* Certidão Negativa dos últimos dez anos: Informa se o proprietário está sendo processado por ações trabalhistas. Fornece: Justiça do Trabalho (rua Alfredo Issa, 48) .
* Certidões negativas de débito relativo ao IPTU. Certifique-se de que a metragem constante da escritura seja a mesma descrita no carnê.
* Existindo financiamento sobre o bem verifique as condições de liberação ou transferência.
* Informe-se sobre a existência de projeto de desapropriação para a área.
* Solicite declaração negativa de débito ao síndico do condomínio.
* Peça declaração de não condição de empregador e de que não se acha abrangido pelas restrições da Lei Orgânica da Previdência Social e do Funrural nos imóveis urbanos (pessoa física).

Obs.: Normalmente fica a cargo do proprietário apresentação dos itens acima, até por implicarem em custos. A falta das informações podem comprometer a segurança do negócio e acarretar prejuízos.

Contrato

Para aquisição de qualquer tipo de imóvel é fundamental ficar atento ao contrato de compra e venda. O contrato deve ser redigido de forma clara e com caracteres legíveis. As cláusulas que limitem os direitos do consumidor devem estar em destaque. Leia atentamente todo o contrato, observando os seguintes itens:

* Examine o contrato e, na dúvida, solicite esclarecimentos ao vendedor. Se persistirem as dúvidas, antes de assiná-lo, consulte o Procon ou o Gestor Imobiliário que está promovendo a mediação.
* Certifique-se de que todas as estipulações da proposta e os ajustes verbais também constam do contrato;
* O contrato deve conter os dados pessoais do proprietário e comprador, descrição e o valor total do imóvel, forma e local de pagamento, periodicidade anual segundo a legislação em vigor e índice de reajuste, penalidades no atraso de pagamento de parcelas, valor do sinal antecipado, existência de financiamento e todas as condições prometidas pelo vendedor, especialmente a data da escritura;
* Verifique os casos e condições previstas para eventual rescisão.
* Providencie o registro do contrato no Cartório Imobiliário competente. Se o pagamento for à vista solicite a lavratura da escritura definitiva.

Observações importantes no caso de financiamento:

* Verifique antecipadamente se há linhas de financiamento abertas (SFH, Carteira Hipotecária, SFI etc).
* Estabeleça cláusula de rescisão do contrato, fixando prazo e valor a ser restituido em vistas de quantias eventualmente antecipadas, caso não seja obtida a liberação de financiamento.
* Informe-se sobre a composição da renda familiar, pois cada agente financeiro possui regras próprias quanto ao número de pessoas que integrarão a renda, grau de parentesco, percentual do comprometimento da renda, etc.
A compra e venda de imóvel entre particulares é regulada pelo Código Civil, não se caracterizando relação de consumo, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.
Ao assinar o contrato, risque todos os espaços em branco e assine todas as páginas. Solicite que o contrato seja datado e assinado na presença de testemunhas qualificadas e do vendedor. Exija na hora uma via do contrato original, reconhecendo firmas de todas as assinaturas, findo o pagamento do preço solicite a lavratura da escritura definitiva providenciando em seguida o registro no Cartório Imobiliário competente.
Antes de concretizar qualquer negócio intermediado por imobiliárias ou corretores, consulte o Cadastro de Reclamações Fundamentadas ou o Banco de Dados do Procon.