terça-feira, 22 de agosto de 2017

COMO INVESTIR EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS


A casa própria faz parte da cultura do brasileiro, mas comprar um apartamento, uma casa ou um conjunto comercial, como forma de investimento está longe de ser a única forma de fazer o dinheiro render com imóveis. Para quem já tem certa experiência com renda fixa, um gestor de confiança na manga e está querendo arriscar um pouco mais, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) podem ser um bom começo.

E é um começo que exige pouco: há lançamentos com investimento mínimo de R$ 1 mil e, mesmo depois da estreia do fundo, é possível comprar cotas no mercado secundário por menos de R$ 20. 

É um tipo de investimento que cresceu com o boom imobiliário. Quando o Ifix, o índice dos fundos imobiliários, foi criado, em 2011, existiam 17 fundos. Hoje são 70, sendo que o maior crescimento ocorreu entre 2012 e 2013. 

Basicamente, esses fundos são compostos de vários ativos relacionados ao mercado imobiliário, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), ações de empresas do setor imobiliário e mesmo outros FIIs. Essa composição é que vai definir também se o perfil do fundo é um pouco mais conservador ou arrojado. 

De maneira geral, cabe ao gestor do fundo, uma instituição financeira ou corretora, a composição do FII e a captação de investidores por meio da venda de cotas desse fundo. 

Cada FII tem um perfil, uma composição e, assim, um regulamento próprio, sob a forma de um condomínio fechado. Pode ser que seja determinado, por exemplo, que um fundo só possa ter ativos relacionados a imóveis prontos destinados à locação. Nesse caso, o rendimento do fundo virá do aluguel desses imóveis, por exemplo. 

Os rendimentos de um FII, aliás, são distribuídos periodicamente aos seus cotistas e, dependendo do perfil do fundo e do investidor, não há incidência de imposto de renda sobre esses rendimentos. 

“É preciso que o fundo tenha mais de 50 cotistas e que tenha suas cotas negociadas na Bolsa [pregão] ou em mercado de balcão organizado. Já o investidor não pode ter mais de 10% das cotas do fundo. (...) Além disso, ao comprar um pedaço de um ativo imobiliário, uma pessoa física está fazendo isso sem os impostos e taxas geralmente envolvidos na compra física de um imóvel. Essas vantagens fazem desse tipo de investimento algo melhor do que comprar um ativo físico, um apartamento, um barracão industrial, etc”, explica o sócio e diretor da TRIAR Gestão de Patrimônio, Miguel Russo. 
Custos e complexidades de fundos exigem cuidado 

Embora o investimento inicial baixo e o valor pequeno das cotas no mercado secundário sejam uma vantagem dos FIIs, é preciso tomar cuidado com os custos desse tipo de aplicação. Valores muito pequenos de investimentos tendem a resultar em rendimentos pequenos e que podem não compensar os gastos com a aplicação. 

A BM&FBovespa cobra emolumentos de 0,03% de todos aqueles fundos negociados em bolsa e 0,07% daqueles negociados em balcão organizado. Há também os valores de corretagem, taxas de manutenção e custódia (essa última só é cobrada de quem tem mais de R$ 300 mil aplicados), que variam de corretora para corretora, já que cabe a cada instituição a decisão de quanto dos custos repassará aos clientes. 

Quem está interessado em investir também deve pensar bem no prazo: não é permitido aos investidores resgatar as cotas antes de decorrido o prazo de duração do fundo. Como a maioria deles tem duração indeterminada, a saída do investidor só será possível se ele vender suas cotas no mercado secundário. 

Em outras palavras, antes de investir, o interessado precisa ter certeza de que não precisará do dinheiro num período de um a seis anos, em média, e investigar se as cotas daquele fundo têm liquidez, ou seja, boa demanda e rapidez de venda, caso tenha de comercializá-las no mercado secundário. 
FIIs não são para amadores 

Segundo dados da Abecip, os FIIs tiveram boa performance em 2016. Dos 70 fundos, 89% superaram o CDI – que é a taxa de juros praticada entre os bancos e que baliza outros investimentos – e apenas quatro tiveram resultados negativos. 


Mas isso é apenas a janela de um ano. Olhando a janela maior, de 2014 a 2016, menos da metade dos fundos superou o CDI ou o IMA-b, que é o índice de mercado dos ativos indexados pelo IPCA. Entre os que tiveram bons resultados nesses períodos estão fundos ligados a empreendimentos de shopping centers e de escritórios de altíssimo padrão. 

Por serem fundos compostos por ativos de diferentes tipos e que resultam em diferentes tipos de rendimento, os FIIs não são para amadores. O ideal, segundo os especialistas, é investir via corretora. 

Dificilmente um investidor iniciante vai saber diferenciar um fundo mais conservador de outro mais arrojado pelo tipo de negócio imobiliário que compõem os ativos daquele fundo. E eles podem ser vários. Há fundos dedicados a lajes corporativas, outra que apostam em shopping centers e outros que misturam vários tipos de negócios imobiliários. 

De maneira geral, fatores como a localização dos empreendimentos que compõem os ativos do fundo, a classificação do fundo (A, AA, etc), histórico de vacância e potencial de valorização precisam ser observados na hora de avaliar um FII.

Entre os principais riscos dos FIIs estão aqueles típicos do mercado imobiliário, como a baixa valorização de um empreendimento, a inadimplência dos compradores ou locatários e até mesmo a possibilidade de falência de uma incorporadora. Mas há também riscos do próprio funcionamento dos fundos imobiliários, como a baixa liquidez das cotas.

Fonte: Gazeta do Povo

O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO MERCADO IMOBILIÁRIO


Na última semana aconteceu em São Francisco, na Califórnia, o Inman Connect, um dos maiores eventos sobre vendas, marketing e tecnologia para o mercado imobiliário do mundo. Este ano o evento reuniu mais de 4.500 participantes de vários países.

Um dos temas mais abordados nessa edição foi o impacto e a transformação que novas tecnologias terão no mercado imobiliário. Há poucos anos empresas como Uber, Netflix e Airbnb não existiam. Ninguém imaginava que entrar no carro de um desconhecido ou se encontrar com alguém que conheceu por um aplicativo virassem parte do nosso cotidiano.

É unanimidade nos Estados Unidos que o mercado imobiliário tem sido um dos setores mais afetados por essas transformações. Onde é possível atualmente colocar seu imóvel à venda online em poucos minutos através de empresas como Opendoor, Offerpad, Knock e mais recentemente o Instant Offers do Zillow, realizar uma visita a um imóvel através da realidade aumentada e pagar por eles usando "cryptocurrency" (moeda virtual baseada em criptografia), como bitcoins ou dogecoins, dentre tantas outras inovações tecnológicas.

Algumas dessas tendências podem ser modismo que desaparecerão rapidamente. Mas outras estão aqui para ficar. E as mudanças tecnológicas mais profundas como inteligência artificial e realidade aumentada - estão ainda no começo.

Ao mesmo tempo, a essência do mercado imobiliário permanece inalterada: pessoas comprando e vendendo imóveis, utilizando as melhores ferramentas e tecnologia disponíveis à disposição. Onde essas três áreas se cruzam - pessoas, imóveis e tecnologia - é onde as coisas começam a ficar mais interessantes.

É onde os negócios acontecem e se perdem, onde o papel do corretor imobiliário está mudando constantemente, onde milhões são captados ou perdidos e onde as pessoas conquistam seus sonhos.

O mercado imobiliário está em transformação e a tensão está aumentando, enquanto muitos corretores estão disputando para ver onde se encaixarão no futuro, o cliente continua no centro da discussão, à medida que os processos continuam se desenvolvendo.

E o que se espera do corretor de imóveis daqui em diante é que ele ajude a construir valor para o cliente final, a partir da experiência e do conhecimento do que esse cliente deseja. A tecnologia é um facilitador que vai ajudar a concretizar mais vendas e atender melhor o público.

Sergio Langer Sztokbant - Especialista em estratégia e vendas através dos canais digitais para o mercado imobiliário. É sócio fundador da Hosher (www.hosher.com.br), uma das maiores agências digitais especializadas no mercado imobiliário do Brasil.

domingo, 20 de agosto de 2017

DIVULGAÇÃO: CURSO DE PERÍCIAS E AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS URBANOS POR INFERÊNCIA ESTATÍSTICA EM SALVADOR


ESTE CURSO É UMA DAS EXIGÊNCIAS 
DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL PARA AVALIADORES
Atenção: Numero Máximo de alunos 25 pessoas.

Objetivo: Mostrar aos participantes os instrumentos básicos para a avaliação de imóveis através da metodologia científica, regressão linear múltipla e inferência estatística, mediante o emprego de fundamentos de Econometria e Estatística, com o auxílio do software SISDEA.

A partir da entrada em vigor da norma de avaliação de imóveis urbanos – NBR 14653-2, o conhecimento da Metodologia Científica passou a ser fundamental para que o profissional atue na elaboração de laudos Periciais em avaliação.

Conteúdo Programático com aulas Praticas e Teóricas

I -PERÍCIA JUDICIAL:
- Como ser Perito Judicial- O que faz um Perito– Nomeação– Exigências– Varas em que o Perito pode atuar– Como a ser Perito Judicial– O trabalho nas varas - Perícias Judiciais e Extrajudiciais– O Processo– Os 5 Princípios do Processo– Fases Processuais– Intimação nos autos– Retirada dos autos– Honorários Periciais

II. LAUDO PERICIAL:
- Conceito - Elaboração - Estrutura - Encaminhamento - Quesitos e Respostas - Respostas Padrão - Entrega do Laudo Pericial - AssistentesTécnicos - Quesitos Suplementares - Esclarecimentos de Quesitos.

III. LEGISLAÇÃO:
- CPC: artigos 420 a 439– CPP: Crimes relacionados a Peritos

- Assistência Judiciária Gratuita

IV. MODELOS DIVERSOS:
- Carta de Apresentação-– Propostas de Honorários

V. AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS:
Apresentação da Norma NBR 14653 com ênfase para as Partes 1 e 2 - Procedimentos Genéricos e Avaliação de Imóveis Urbanos, respectivamente - Aspectos a serem observados quando da vistoria ao imóvel avaliando - Aspectos relevantes na fase de pesquisa de dados - Metodologias aplicáveis à avaliação de imóveis urbanos - Método Comparativo de Dados de Mercado - metodologia científica; Variáveis - como identificá-las e tratá-las; Cálculo da Equação de Regressão; Coeficientes de Determinação e Correlação; Regressão Linear; Linearização de Curvas; Estatística Inferencial e Testes de Hipóteses; Estudo de Probabilidades; Cálculo do Intervalo de Confiança; Modelo de Regressão Linear Simples e Múltipla; Roteiro de Análise de Modelo de Regressão – Aplicativo SISDEA; Exercícios Práticos com uso do Software SISDEA (fornecido pela instrutor para uso durante o curso) - Aulas praticas e teóricas.

Pré-requisito: O ALUNO DEVERÁ TRAZER UM NOTEBOOK

Ministrante: Professor Dr.Carlos Auelio Nadal, Engenheiro Civil, Mestre e Doutor em Ciências Geodésicas. Professor Universidade Federal,vasta experiência e acadêmica a mais de 30 anos . Ministrante de cursos em pericias judiciais em todo Brasil.

DATA: 25 A 27 Agosto de 2017
Carga Horária: 26 horas
LOCAL: Hotel Golden Park - Av. Manoel Dias da Silva, 979 - Pituba, Salvador -BA Sexta feira, Dia 24 de Agosto 2017 inicio as 18:00 ás 22:30hs - Sábado e Domingo das 8:00 ás 18:00hs.

INVESTIMENTO: PARA PAGAMENTO A VISTA R$1.125,00 / TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA.

PARCELAMENTOS:
R$ 1.200,00 EM DUAS PARCELAS: ENTRADA NO ATO DA INSCRIÇÃO POR TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA DE R$600,00 E CHEQUE PRÉ-DATADO PARA 30 DIAS ENTREGUE NO DIA DO CURSO OU R$1.200,00 EM ATÉ 12 VEZES PELO SISTEMA PAGUE SEGURO NO CARTÃO DE CRÉDITO ACEITA TODAS AS BANDEIRAS CONSULTE TAXA JUROS.

Transferência Bancária: Banco do Brasil -Ag.3460-6 -Conta Corrente nº47.877-6-
Favorecido Central Base Miranda- CNPJ 24.610.391/0001-24
Obs. após o pagamento favor enviar o comprovante para email: contatos@centralbasecursos.com.br ou para whatsapp 71-986133807

Incluso no valor da inscrição:
1) Material didático completo;
2) Serviço de coffee-break;
3) Certificados será entregue no ultimo dia do curso.


e-mail: contatos@centralbasecursos.com.br
Tel. 71-30355420 - (71) - 98881-5420 (oi) / (79) 99626-7760 - Whastapp (71) 98613-3807

O curso poderá ser adiado caso não haja confirmação do número mínimo de matrículas, ou desistências que inviabilizem sua realização.

BANCOS REDUZEM JUROS DO CRÉDITO IMOBILIÁRIO E ACIRRAM CONCORRÊNCIA COM A CAIXA


Com os sucessivos cortes na taxa básica de juros (Selic), o juro para o crédito imobiliário nas linhas mais procuradas está em queda no país. Em muitos bancos, as taxas anuais já recuaram para o patamar de um dígito. Segundo dados do Banco Central, a taxa média para financiamento da casa própria para pessoas físicas caiu 2 pontos percentuais em 1 ano, passando de 11,2% em junho de 2016 para 9,2% em junho deste ano. E, segundo analistas, a tendência continua de queda. (Excerto de texto do G1)

Comparativo de juros para financiamento imobiliário

BancoSFHSFIpró-cotista
Caixaa partir de 10,25% ao ano + TRa partir de 11,25% ao ano + TResgotada
Banco do Brasila partir de 9,74% ao ano + TRa partir de 10,65% ao ano + TR9% ao ano + TR
Itaú Unibancoa partir de 9,3% ao ano + TRa partir de 9,9% ao ano + TRnão opera
Bradescoa partir de 9,5% ao ano + TRa partir de 9,5% ao ano + TRnão opera
Santandera partir de 9,49% ao ano + TRa partir de 9,99% ao ano + TRnão opera

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO SISTEMA COFECI / CRECI


  
Campanha publicitária do Sistema COFECI - CRECI em comemoração ao 
Dia do Corretor de Imóveis - 27 de agosto.

CRECI SP REGULAMENTA A ATIVIDADE DE ESTRUTURADOR IMOBILIÁRIO


Encontrar áreas, prospectar e viabilizar soluções imobiliárias adequadas às necessidades dos clientes. Essas são tarefas do profissional estruturador imobiliário. Por meio dessa prestação de serviços especializada, que pode incluir desde a prospecção de terrenos, estudos da melhor utilização do local, à viabilidade econômica e financeira do negócio, muitos grandes empreendimentos são consolidados.

A atividade faz parte do dia a dia de muitos corretores e exige, sem dúvida, um preparo específico, uma grande experiência e conhecimento de muitas técnicas que o segmento envolve. Ciente dessa realidade, o CRECISP assinou, na última semana, a portaria 6648/2017, regulamentando a atividade do estruturador imobiliário, o que, além de delimitar funções, pode proporcionar melhores condições de atuação aos profissionais que se dedicam a essa área.

“Vamos trabalhar no sentido de dar maior proteção ao mercado de incorporação imobiliária, e fazer com que os corretores de imóveis especialistas em estruturar áreas para a construção de shoppings, hotéis, grandes empreendimentos, possam ter uma previsão daquilo que será realizado e da forma de recebimento de sua remuneração”, comentou o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto, na assinatura do documento.

A portaria também nomeou os corretores Sérgio Ferrador e Roberto Nicastro Capuano, que é conselheiro do CRECISP, como responsáveis pelo desenvolvimento de um programa de estudos com o intuito de dar uma instrução mais aprofundada àqueles que trabalham com estruturação imobiliária, a fim de que possam obter uma maior especialização. Os dois já contam com uma vasta experiência nesse segmento e enfatizaram a importância do profissionalismo no trabalho do estruturador.

“O corretor desse nicho precisa saber o que vende, o que não vende, qual é o produto que você deve colocar em um terreno, qual o melhor terreno para determinado produto, a metragem necessária, a legislação com relação a planos diretores... É uma análise muito mais complexa do que, especificamente, uma compra e venda de um imóvel de terceiros para um lançamento”, explicou Ferrador.

Já o conselheiro Roberto ressaltou que muitos colegas se habituaram a operar com as incorporadoras sem a devida especialização, e comprometem o andamento dos negócios. “Vamos desenvolver um curso que visa não só qualificar o corretor para que ele possa atuar nesse mercado e oferecer o melhor serviço ao seu cliente – no caso, as incorporadoras -, como também para protegê-lo. É óbvio que todos poderão atuar e oferecer seus serviços, pois o mercado é livre, mas essa especialização visa justamente fazer com que o profissional qualificado se destaque”, concluiu.

Fonte: CRECI SP

N.E. Esta é uma iniciativa digna de nota e deveria ser seguida por todos os Conselhos Regionais, sobretudo, enfatizando à implantação de um programa de estudos para os interessados neste segmento dado a importância do mesmo no cenário mercadológico.