quarta-feira, 10 de novembro de 2010

70% DOS CLIENTES QUEREM ACESSAR AS EMPRESAS VIA MÍDIA SOCIAL

As empresas ainda não entenderam o potencial de oportunidades que as mídias sociais podem oferecer para os negócios e no relacionamento com os clientes.
O estudo encomendado pela Siemens Enterprise chamado "Social Media Means Serious Business" é revelador e tem uma mensagem clara: as empresas ainda não entenderam o potencial de oportunidades que as mídias sociais podem oferecer para os negócios e no relacionamento com os clientes.

O estudo foi realizado pelo Yankee Group e publicado em julho de 2010. Foram 750 entrevistas online com consumidores e empregados para identificar suas opiniões e necessidades em relação ao uso de mídia social e suas interações com as empresas. A pesquisa é bem recente e foi feita entre março e abril de 2010. Recomendo a leitura do documento por inteiro, ele é repleto de números e avaliações interessantes. Este é daqueles que vale a pena imprimir para ler com calma e... guardar.

O estudo mostra que os clientes desejam interagir com as empresas através das mídias sociais. A satisfação dos consumidores em suas interações com as empresas é de apenas 65%, ou seja, existe uma grande oportunidade para melhorar este índice. Afinal, não é novidade que os contact centers das empresas provocam verdadeiros arrepios em seus clientes, né?

Eis alguns "findings" interessantes do estudo:

- 70% dos consumidores entrevistados gostariam de ter acesso a especialistas e suporte via canais de mídia social. E não é só isso, ele dizem que confiam nas informações que recebem das empresas por meio destas plataformas.

- 58% deles dizem que uma comunicação regular da empresa via mídia social aumentaria a confiança que eles têm na companhia.

- 50% dos entrevistados utilizam a mídia social diariamente ou várias vezes ao dia.

- 80% acham importante que as empresas monitorem as mídias sociais para descobrir o que os clientes estão falando, e 75% afirmam que elas deveriam ver especificamente os comentários postados pelos indivíduos. Ou seja, o pessoal está dizendo para as empresas: É para fazer pente fino mesmo!!

- Aproximadamente 70% dos funcionários dizem que necessitam de melhores ferramentas para rastrear e gerenciar a mídia social para os negócios. Eles também gostariam de contar com a capacidade de iniciar uma sessão de webconference automaticamente a partir de um chat no trabalho e convidar contatos pessoais e profissionais para participar.

Não existem dúvidas que as mídias sociais têm enorme potencial para criar um novo perfil de relacionamento entre empresas e clientes. Porém, o estudo afirma que somente 30% das empresas estão preparadas para isso e lista uma série de complicadores.

É evidente que as empresas que saírem na frente vão conquistar clientes e credibilidade, principalmente entre a turma da geração Y que mostra clara preferência pelo uso das mídias sociais no ambiente de trabalho. Este é um desafio e tanto para as empresas!! Aliás, o estudo tem dados interessantes a respeito do perfil dos consumidores e trabalhadores da nova geração.

O conjunto da obra deste estudo permite muitas conclusões interessantes, mas destaco quatro:

1- Os clientes desejam que suas relações com as empresas melhorem e acham que as mídias sociais é um bom caminho para isso;

2- As empresas devem ver as mídias sociais como uma ferramenta para melhor servir ao cliente, não apenas vender... servir é bem diferente de vender;

3- A nova geração vem a galope, portanto atender as suas necessidades e desejos definirá o sucesso das empresas;

4- As empresas ainda não estão estruturadas para o mundo das redes sociais. Segundo o estudo, o maior desafio para as empresas é integrar essas ferramentas sociais aos seus contact centers.

Fonte: A Quinta Onda.

PESQUISA PARA IDENTIFICAR O PERFIL DOS CORRETORES DE IMÓVEIS E DAS IMOBILIÁRIAS DO BRASIL






VISTORIAR UM IMÓVEL NOVO PODE EVITAR GASTOS NO FUTURO

terça-feira, 9 de novembro de 2010

COMO COMPRAR UMA CASA NO CANADÁ


O processo de compra de uma casa no Canadá é diferente do que acontece no Brasil, e por isso vou tentar descrevê-lo de forma resumida e prática. Após tomar a decisão de que é hora de começar a procurar pelo seu “lar doce lar”, o primeiro passo é contatar um (a) realtor ou real estate agent que, traduzindo, seria o corretor de imóveis. Sugiro que procure alguém de sua confiança e que fale português, pois é este profissional quem irá procurar as casas para você, lhe levará para visitá-las, tirará suas dúvidas, além de ser a responsável pela preparação e explicação do contrato de compra e venda (offer). No fim do processo, ele fará a proposta para os donos da casa que está à venda e negociará o melhor preço possível para você.

Antes de qualquer coisa, seu corretor deverá lhe aconselhar a procurar um mortgage broker, a fim de se qualificar para um financiamento (mortgage). Se você não conhece ninguém, ele poderá lhe fornecer o nome de alguns profissionais, pois diferentemente do que ocorre no Brasil, geralmente o lugar menos adequado para pedir um financiamento é o seu banco, pois eles oferecerão apenas seus próprios produtos, mas um mortgage broker poderá lhe oferecer o que há de melhor no mercado. Após preencher um formulário e enviar para pelo menos um mortgage broker, você já saberá quanto poderia obter de financiamento e consequentemente qual seria o valor do imóvel e quanto teria que dar de entrada (down payment).

De posse destes dados, seu agent iniciará a procura no MLS (Multiple Listing System) pelos imóveis que estão à venda no mercado, mas com foco naqueles que atendem as suas preferências. Primeiro, ele lhe enviará por email uma lista com os imóveis selecionados para que você selecione quais gostaria de visitar; depois irá agendar as visitas em horário de sua conveniência e, por último, lhe acompanhará nas visitas. Normalmente, quem está vendendo (seller) não fica em casa durante a visita, mas seu real estate agent sabe o código do locker (cadeado) que contém a chave para entrar no imóvel.

Quando encontrar o imóvel que lhe agrada, chegará a hora de fazer uma proposta de compra e venda. Seu agent irá preparar toda a documentação, sempre seguindo suas instruções e, em seguida, entrará em contato com o corretor de quem está vendendo a propriedade, comunicando que existe uma offer para apresentar ao cliente dele.

No dia e hora marcados, você e seu corretor deverão estar em frente à casa dos Sellers. O agent entrará na residência para apresentar aos donos a sua proposta e, depois de fazê-lo, sairá para encontrá-los no carro, enquanto eles, junto com o corretor deles, discutem a sua offer.

Caso os sellers prefiram negociar, eles mesmos riscam no papel as coisas que não gostam ou adicionam o que está faltando, e lhe devolvem. Daí é sua vez de discutir junto com seu agent o que é aceitável e o que não é. Geralmente, isso acontece dentro do carro mesmo, e a proposta vai e volta até alguém aceitar tudo como está ou desistir. Normalmente, todos os appliances (fogão, geladeira, lavadora de pratos, lavadora e secadora de roupas) são incluídos na venda. Esta negociação pode demorar entre três e quatro horas, mas no final, o seller e o buyer ficam com uma promessa de compra e venda em mãos, pelo menos até a aprovação do mortgage e a home inspection (inspeção da casa).

Os próximos e últimos passos são: agendar e realizar a home inspection, conseguir a aprovação do mortgage, contatar o seu advogado (tudo isso assessorado pela seu corretor) e então esperar pelo dia para fazer o closing (fechamento), dia este em que você deverá encontrar com seu advogado para pagar o que falta e pegar as chaves do seu novo “lar doce lar”.

VOCÊ SABE O QUE É UM CORRETOR DE HIPOTECAS?

Tradicionalmente, os bancos e outras instituições financeiras têm vendido os seus próprios produtos. No entanto, como os mercados de hipotecas se tornaram mais competitivos, o papel do corretor de hipotecas se tornou mais popular. Hoje, nos mercados hipotecários mais desenvolvidos (especialmente no Canadá, os E.U., Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Espanha), os corretores de hipoteca são os maiores vendedores de produtos para os credores hipotecários. Os corretores de hipoteca existem para encontrar um banco ou um emprestador direto que disponibilize um empréstimo específico que o indivíduo está buscando. Os corretores de hipoteca cobram taxas com base no percentual do montante do empréstimo em 1 a 3% do montante do empréstimo.

A maioria dos corretores de hipoteca são regulados para assegurar a conformidade com a banca e / ou leis de finanças na jurisdição do consumidor, no entanto, a extensão da regulação depende da competência. Somente um Estado dentro os E.U. não tem leis que regem os empréstimos hipotecários.

O papel do corretor de hipoteca

Um corretor de hipoteca é um profissional bem treinado representando aqueles que buscam hipotecas residenciais e proporciona-lhes uma solução ideal. Ele é completo quanto aos processos de hipotecas por inteiro. Assim, ele vai dar aos clientes a melhor solução da hipoteca. Um corretor de hipoteca é considerado casamenteiro financeiro entre o devedor e o credor. Os corretores de hipoteca são profissionais muito bem preparados e têm contato com centenas de emprestadores.

Eles acham a melhor taxa de juros para os mutuários objetivando atender às suas necessidades, e optam pela escolha do caminho certo para seus clientes seja no âmbito das Leis federais, estaduais e conselhos de licenciamento regular. Os corretores de hipoteca cobram uma taxa nominal para os serviços que prestam aos clientes. Mesmo que o mutuário gaste dinheiro com um corretor de hipotecas, ele ainda conserva muito dinheiro devido aos conselhos obtidos a partir do corretor de hipoteca.

Necessidade de usar um corretor de hipoteca comercial:

Eles oferecem aos clientes excelentes opções de financiamento de acordo com suas necessidades e objetivos. Localizar um credor hipotecário não é uma tarefa fácil. Ao contratar um corretor de hipotecas, este processo é simplificado, ele tem contatos com muitos emprestadores que oferecem diversas opções de financiamento para os requerentes de empréstimos hipotecários. Com a ajuda de um corretor de hipotecas, o cliente tem todas as opções de empréstimo possíveis.

Quando se trabalha junto com um corretor de hipotecas, o pedido do mutuário de empréstimo tem a possibilidade de ser submetido a vários credores, isto por sua vez aumenta as chances do empréstimo ser financiado e também dá o corretor de hipoteca o poder de barganha na obtenção do melhor acordo.

Uma vez que todo e qualquer tipo de imóvel tem suas próprias vantagens e desvantagens, a contratação de um corretor de hipoteca que é especializado nesse tipo de empréstimo particular, será certamente uma vantagem para o mutuário. Também poupa muito tempo para o mesmo em encontrar o tipo certo de credor e oferecer o melhor negócio.

Vantagens de contratar um corretor de hipoteca:

Os corretores de hipoteca têm amplo conhecimento sobre o mercado de hipotecas. Podem encontrar para o devedor a melhor solução financeira entre as opções disponíveis. Eles têm acesso a maior número de credores e às vezes podem até ajudar o mutuário para obter hipotecas de um banco tradicional. À partir daí, a hipoteca envolve muita papelada, e é esta mais uma atribuição dos corretores de hipoteca. Eles reduzem o tempo gasto na busca de opções por parte do mutuário. Eles também podem negociar bem com o credor para conseguir a taxa de juros melhor possível para o mutuário.

Desvantagens na contratação de corretores de hipoteca:

Alguns tipo de corretores inescrupulosos mostram tendências prejudiciais para os credores e fazem com que o mutuário pague taxas mais elevadas e comissões, em vez de fornecer um produto ou serviço adequado a ele. Alguns corretores podem ser nulos de formação e conhecimento sobre a indústria de hipotecas, mas podem fazer os clientes acreditarem que eles são boas pessoas e conhecedoras das especificidades do ramo. Nem todos os corretores podem ter bons contatos com os credores. Alguns corretores de hipotecas também podem vir a cobrar taxas pesadas para os seus clientes.

A natureza e o alcance das atividades de um corretor de hipoteca varia de acordo com sua competência. Por exemplo, na corretagem de hipotecas do Reino Unido, o corretor é responsável por garantir que a orientação é adequada para a situação do mutuário e é responsabilizado financeiramente se a orientação mostar-se inadequada. Em outras jurisdições, a operação realizada pelo corretor pode ser limitada a um trabalho de vendas: apontando ao mutuário a direção de um emprestador apropriado, nenhum conselho dado, e uma comissão cobrada para a venda.

Portanto, o trabalho desenvolvido pelo corretor vai depender da profundidade do seu serviço e passivos. Normalmente, as seguintes tarefas são realizadas:

  • Marketing para atrair clientes
  • Avaliação da situação dos mutuários (entrevistas). Isso pode incluir a avaliação do histórico de crédito (normalmente obtido através de um relatório de crédito) e acessibilidade (verificado pela documentação de renda).
  • Avaliando o mercado para encontrar um produto de hipoteca que se adapta às necessidades do cliente. (Apresentação de hipoteca e / ou recomendações)
  • Candidatar-se a um acordo de credores, em princípio (pré-aprovação)
  • Recolha de todos os documentos necessários (paystubs / recibos de salário, extratos bancários, etc),
  • Preenchendo um formulário de candidatura do credor.
  • Explicando as exigências legais.
  • Envio de todo o material para o credor.

Diferença entre um corretor de hipoteca e um oficial de empréstimo

Um corretor de hipoteca funciona como um canal entre o comprador e o credor, o oficial de empréstimo normalmente trabalha diretamente para o credor. A maioria dos estados exigem o corretor de hipoteca para a mesma ser licenciada. Membros regulamentam a prática de empréstimo e concessão de licenças, mas as regras variam. A maioria tem uma licença para quem deseja ser um associado Broker, um negócio de corretagem e/ou um emprestador direto.

Um corretor de mortgage é normalmente registrado no estado, e pessoalmente responsável (punível com prisão ou revogação) por fraudes quanto a um empréstimo. Um oficial de empréstimo de obras sob a licença guarda-chuva de sua instituição atual, utiliza-se normalmente de um banco ou credor direto. Ambas as posições têm responsabilidades legais, morais e profissionais, bem como responsabilidades para evitar fraudes e divulgar plenamente os termos do empréstimo para o consumidor e o credor. Além disso, os agentes de corretores de hipoteca podem se referir a si mesmos como agentes de crédito.

Normalmente, um corretor de hipotecas vai ganhar mais dinheiro por empréstimo que um oficial de empréstimo, mas um oficial de empréstimo pode utilizar a rede de referência disponível na instituição de crédito para vender mais empréstimos. Há corretores de hipotecas e empréstimos oficiais em todos os níveis de experiência.

A competitividade da indústria

Um grande segmento da indústria de financiamento hipotecário é baseado na comissão. Potenciais clientes podem comparar os termos de um emprestador de empréstimo aos outros, através de propagandas ou citações na internet.

Na década de 1970, corretores de hipotecas não tinham acesso aos mercados, ao contrário dos bancos tradicionais. Hoje, os corretores de hipoteca são mais competitivos com o seu acesso aos mercados de capitais e descontos de preços por atacado. Um corretor de hipoteca tem menores custos gerais em relação às operações bancárias grandes e caras devido a sua estrutura. Eles podem baixar as taxas de imediato, para competir por clientes. Por outro lado, as grandes empresas são menos competitivas, uma vez que fornecem aos seus representantes de venda as oções de taxas fixas. Os agentes de crédito, muitas vezes não podem reduzir as margens de lucro das empresas que podem ser superiores ou inferiores à do mercado, dependendo da decisão dos gestores. Assim, os corretores de hipoteca ganharam entre 60 a 70% do mercado.

A diferença entre a Corretora e o banqueiro é a capacidade do banco para usar uma linha de crédito de curto prazo para financiar o empréstimo até que eles possam vender o empréstimo para o mercado secundário. Então eles reembolsam o seu crédito, e obtêm um lucro com a venda do empréstimo. O mutuário, muitas vezes, recebe uma carta notificando-lhe que o credor já vendeu ou transferiu o empréstimo.

Como encontrar um bom corretor hipotecário

  • Será que o corretor deve pertencer a uma associação da indústria respeitável? É o corretor independente ou não lida apenas com um emprestador certo?
  • Será que eles oferecem uma vasta gama de empréstimos de uma variedade de emprestadores independentes?
  • O corretor tem divulgado todas as taxas e comissões antes de inscrever-se (como um guia, a taxa não deve ser maior do que 1,5-2 % do montante do empréstimo)?
  • O corretor pode justificar as suas recomendações? Esteja ciente de que os corretores recebem comissões ou propinas dos emprestadores para recomendar o empréstimo que lhes dá a maior comissão.
  • Quais as qualificações / cursos tem o corretor – algumas instituições de crédito só irão permitir corretores de hipoteca credenciados para vender os seus produtos?
  • Você sabe exatamente o que você está concordando quando você se inscrever?
  • Será que o corretor deve cobrar uma taxa inicial? corretores respeitáveis não.
  • A instituição tem um sistema de resolução de litígios no lugar? Será que eles têm seguro de responsabilidade civil profissional? Você pode ter uma cópia do pedido e todos os detalhes financeiros que enviaram ao credor a seu favor?
  • O que acontece com seus dados pessoais – é mantido em um local seguro ou que é acessível a qualquer pessoa durante o processo e o que acontece com ele após o empréstimo concedido?
Fonte: Mortgage Expert

PHILIP KOTLER PROPÕE ÀS EMPRESAS O CONCEITO DO MARKETING 3.0

Especialista diz que estabelecer "caso de amor" com seus clientes permite a co-criação de campanhas publicitárias



Philip Kotler

Kotler: "missão do marketing 3.0 consiste em criar um elo com o cliente, promover sustentabilidade e melhorar a vida dos pobres"

“Vivemos a era da participação e da sociedade criativa. Para as empresas, isso significa estar mais próximas de seus clientes, trabalhando de maneira unida com eles, pois os consumidores ajudarão as corporações a criarem seus novos produtos e iniciativas de marketing. É o conceito da “co-criação”, afirmou Philip Kotler, professor emérito da cátedra S. C. Johnson de marketing internacional na Kellogg School of Management, considerado um dos 'pais' do marketing moderno, durante o segundo dia do HSM Expomanagement 2010.

Segundo Kotler, ter uma plataforma de “co-criação” auxilia no melhor desenvolvimento da mensagem publicitária já que, conforme o professor, no processo tradicional de criação as idéias podem “emperrar” nas agências. “Dividir e conhecer as sugestões e idéias do público permite mais opções de insights relevantes para a empresa”, acrescentou Kotler.

De acordo com o especialista, para ser um grande “marqueteiro”, o profissional da área necessita utilizar os dois lados do cérebro, isto é, unir a criatividade e a ciência no desenvolvimento de uma estratégia de marketing . “Atualmente o mercado está treinando estes executivos a pensarem como homens de negócios. Contudo, se um deles tiver uma idéia selvagem, mais maluca, automaticamente domará a sua mente impedindo que embarque em riscos mais profundos”, explicou Kotler.

O professor, autor da obra “Marketing 3.0", fez durante sua palestra um breve resumo do modelo que consiste em ouvir os clientes, satisfazer as suas necessidades, criar as suas aspirações e, ao mesmo tempo, ajudar o planeta. “A missão do marketing 3.0 nas empresas consiste em estabelecer um elo com o cliente, promover a sustentabilidade no planeta e melhorar a vida dos pobres. Se você criar um caso de amor com os seus clientes, eles próprios farão a sua publicidade”, destacou o especialista.

Fonte: EXAME.com

INVESTIDOR EM IMÓVEIS GANHA COM A CHEGADA DO BTG PACTUAL


Complexo JK, em SP: BTG Pactual comprou da W/Torre duas torres do projeto

O banco comprou alguns dos melhores imóveis do país, e o mercado espera que investidores em breve possam aplicar em fundos lastreados nesses prédios.

Nos últimos cinco meses, o BTG Pactual protagonizou algumas das maiores transações imobiliárias do país. Em maio, o banco de investimentos se juntou ao grupo Malzoni para comprar 70% de um empreendimento de escritórios de alto padrão na avenida Faria Lima, onde se paga o maior aluguel de prédios comerciais de São Paulo. Pela participação, os sócios desembolsaram 600 milhões de reais, ou 17.655 reais por metro quadrado, um valor elevado mesmo quando comparado ao de excelentes edifícios corporativos em Nova York ou Londres. Três meses depois, o BTG se juntou à BR Properties para comprar 82% de uma das torres do Ventura Corporate Towers, o melhor prédio de escritórios do Rio de Janeiro. O valor do negócio foi ainda maior: 680 milhões de reais. Já neste mês, o BTG fechou um acordo para comprar participações em dois projetos de alto padrão da W/Torre na região da marginal Pinheiros, em São Paulo. O banco adquiriu as duas torres em construção do Complexo JK, que abriga também a estrutura de um novo shopping Iguatemi, a Villa Daslu e a sede do Santander no Brasil. Levou ainda uma participação de 40% em um empreendimento gigantesco que a W/Torre deve construir num terreno próximo ao shopping Morumbi.

Paralelamente a todas essas aquisições, o BTG pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorização para lançar cinco fundos imobiliários que, no total, somam 5 bilhões de reais. O banco, que ainda não atua nessa área, diz que está em período de silêncio e que não pode fazer comentários sobre os fundos. Mas especialistas do mercado imobiliário apostam que, em breve, os imóveis comprados pelo BTG servirão de lastro para o lançamento de produtos financeiros destinados a investidores interessados em obter retornos a partir do aluguel ou da valorização desses imóveis.

A chegada do banco é, portanto, uma ótima notícia para quem planeja investir em imóveis. Atualmente, a maior parte dos pequenos investidores compra residências ou salinhas comerciais para locação. Mesmo com as despesas para o registro da escritura, o pagamento de impostos sobre transferência e propriedade do imóvel e as praticamente inevitáveis negociações com inquilinos que não pagam o aluguel, o brasileiro prefere o investimento direto em construções tanto por razões culturais como por falta de opções. O mercado de fundos ou títulos imobiliários é tão incipiente que os próprios gestores de fortunas consideram haver poucas possibilidades de investimento. Se os cinco fundos do BTG realmente captarem 5 bilhões de reais, isso começará a mudar radicalmente. O valor dos fundos é apenas um pouco mais baixo que a soma de todos os fundos imobiliários em operação no mercado brasileiro.

Fonte: EXAME.com